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Mortes na pandemia, melhorias do SUS e privatizações: Lula e Flávio batem boca ao discutir sobre saúde

Senador defendeu um atendimento inspirado no Albert Einstein e a indicação de Claudio Lottenberg para o ministério, enquanto o atual presidente levantou suspeitas de privatização do sistema público e responsabilizou a gestão Jair Bolsonaro pelas baixas de Covid-19

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Flávio fazendo sinal de negativo por trás de Lula.
Flávio Bolsonaro e Lula se encontram pela primeira vez para um debate nestas eleições de 2026. • Reprodução TV Band

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) protagonizaram um bate-boca durante o debate da TV Band, neste domingo (18), ao discutir propostas para a saúde pública. No primeiro confronto direto entre os presidenciáveis nesta etapa final da campanha, o candidato do PL prometeu indicar Claudio Lottenberg, ex-presidente do Hospital Israelita Albert Einstein, para chefiar a pasta. Em resposta, Lula questionou se a medida seria um passo para a privatização do sistema e relembrou a condução da pandemia de Covid-19 no governo anterior.

Flávio Bolsonaro promete atendimento "padrão Einstein" no SUS

Flávio defendeu levar ao sistema público de saúde a eficiência e o modelo de gestão da rede privada: “Porque eu quero colocar ‘padrão Einstein’ no SUS. Aquele mesmo atendimento com tecnologia, com médicos, com hora marcada, sem fila, que tem na rede privada, eu quero levar para o SUS.”

Entre as medidas para reduzir filas e agilizar o atendimento, o senador citou a criação de um prontuário eletrônico único vinculado ao CPF, além da expansão da telemedicina e do uso de inteligência artificial na triagem.

Lula questiona privatização e resgata gestão da pandemia

Na réplica, o presidente colocou em dúvida a viabilidade das propostas do adversário: “Eu acho que eu entendi que ele falou que vai colocar o Albert dentro do SUS. Será que ele quer privatizar o SUS? Será que ele quer privatizar o SUS? É isso que eu entendi.”

Lula aproveitou a pauta para responsabilizar a gestão de Jair Bolsonaro pelas mortes registradas na pandemia. “726 mil pessoas morreram por irresponsabilidade do governo, que poderia ter evitado metade das mortes se ouvissem a ciência, se acreditassem na ciência. Eles não acreditaram”, pontuou o presidente

O petista apontou ainda que o oponente desconhece a realidade dos serviços públicos: “Ele não entende de nada de saúde pública. Aliás, acho que ele nunca foi no SUS, ele nunca foi numa UPA.”

Atrito verbal exige intervenção da mediação

Durante a fala de Lula, Flávio gesticulou negando qualquer intenção de privatizar o SUS. O gesto gerou bate-boca e bate-pronto entre os dois candidatos, exigindo a intervenção dos mediadores para conter os ânimos.

A votação do segundo turno das eleições presidenciais ocorre no próximo domingo (25).

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Jornalista formado pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC Minas). Atuou na assessoria de comunicação da Assembleia Legislativa de Minas Gerais e nas redações da Rede Minas e da Rede Catedral. Atualmente, cobre as eleições de 2026 pela Itatiaia.

 

 

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