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Eleição de 2026 entra para a história como uma das mais acirradas e tem virada inédita

Lula foi eleito para um quarto mandato após uma virada inédita no segundo turno, mesmo tendo terminado a primeira etapa atrás de Flávio Bolsonaro; eleições de 2022 e 2014 também foram marcadas por disputas acirradas

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Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva
Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva • Foto: Ricardo Stuckert

Eleito com 51,74% dos votos válidos, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) venceu as eleições presidenciais de 2026 neste domingo (25) e garantiu um quarto mandato como presidente do Brasil. O petista recebeu mais de 64 milhões de votos e protagonizou uma virada inédita na história das eleições presidenciais brasileiras desde a redemocratização, em 1989.

Lula terminou o primeiro turno atrás de Flávio Bolsonaro (PL), que obteve 47,03% dos votos válidos, contra 45,16% do petista, mas reverteu o resultado no segundo turno.

Até então, em todas as eleições presidenciais brasileiras com segundo turno desde a redemocratização, o candidato que terminou a primeira etapa na liderança também venceu a disputa. Com a vitória em 2026, Lula se tornou o primeiro a conquistar a Presidência após ficar em segundo lugar no primeiro turno.

A disputa foi marcada pela polarização entre os candidatos, pela mobilização de apoiadores nas ruas e nas redes sociais e por pesquisas que apontaram uma corrida apertada durante o segundo turno.

O resultado de 2026 se soma a outras eleições presidenciais decididas por margens estreitas, como as de 2022 e 2014. A primeira eleição direta para presidente após o regime militar, em 1989, também entrou para a história política brasileira pela disputa entre Fernando Collor de Mello e Lula.

Eleições presidenciais com diferenças apertadas

As eleições presidenciais brasileiras já foram decididas por margens estreitas, com milhões de votos separando os candidatos. Entre as disputas mais acirradas da história recente estão os segundos turnos de 2022 e 2014, além da eleição de 1989, a primeira direta para presidente após o regime militar.

Em 2022, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) venceu Jair Bolsonaro (PL) com 50,90% dos votos válidos, contra 49,10% do adversário. Lula recebeu cerca de 60,3 milhões de votos, enquanto Bolsonaro teve 58,2 milhões. A diferença foi de aproximadamente 2,1 milhões de votos, equivalente a 1,8 ponto percentual, a menor margem registrada em um segundo turno presidencial desde a redemocratização.

Quatro anos antes, em 2014, Dilma Rousseff (PT) também conquistou a reeleição em uma disputa apertada contra Aécio Neves (PSDB). A petista terminou com 51,64% dos votos válidos, enquanto o tucano alcançou 48,36%. Em números absolutos, Dilma recebeu cerca de 54,5 milhões de votos e Aécio, 51 milhões. A diferença ficou próxima de 3,5 milhões de votos, ou 3,28 pontos percentuais.

Nas duas eleições, a liderança mudou ao longo da apuração. Em 2014, Dilma ultrapassou Aécio quando 88,9% das urnas já haviam sido totalizadas, por volta das 19h32. Em 2022, Lula passou à frente de Bolsonaro às 18h44, com 67,76% das urnas apuradas. As mudanças ocorreram conforme os resultados de diferentes regiões foram contabilizados.

A eleição de 1989 também marcou a história política brasileira. Naquele ano, Fernando Collor de Mello venceu Lula no segundo turno da primeira eleição direta para presidente desde 1960. Collor recebeu cerca de 35,1 milhões de votos e obteve 53,03% dos válidos, contra 46,97% de Lula.

A eleição de 2026 também entra para a história por uma particularidade: Lula venceu após terminar o primeiro turno atrás do adversário, uma virada inédita desde a redemocratização. O resultado reforça o caráter competitivo da disputa presidencial e se soma a outras eleições marcadas por diferenças estreitas entre os candidatos.

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Formada em jornalismo pelo Centro Universitário de Belo Horizonte (UniBH), já trabalhou na Record TV e na Rede Minas. Atualmente é repórter multimídia e apresenta o Tá Sabendo no Instagram da Itatiaia.

 

 

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