'A sensação é que o Brasil inteiro foi roubado', diz senador Domingos Sávio após vitória de Lula
Senador por MG acusa STF de interferência ilegal e pede resistência pacífica; candidato do PL e deputados da bancada contestam decisão de Zanin e confirmam que vão à Justiça

O senador eleito por Minas Gerais, Domingos Sávio (PL), manifestou indignação com o resultado do segundo turno das eleições presidenciais, que confirmou a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Em vídeo publicado nas redes sociais, o parlamentar acusou o Judiciário de interferência e afirmou sentir que o país foi lesionado, mas fez um apelo para que seus apoiadores mantenham a serenidade e evitem atos violentos.
"A sensação que a gente tem é que o Brasil inteiro foi roubado. (...) Mas aceitar a injustiça não. O que eu peço a vocês é que tenham serenidade. Não vamos, de maneira alguma, deixar que isso nos faça igual a eles e partir para a violência", declarou Domingos Sávio no final da noite deste domingo (25).
O senador mineiro sustentou que a decisão da Suprema Corte de intervir no processo eleitoral foi "absurda e ilegal" e declarou que a população de baixa renda e o Nordeste serão os mais prejudicados pelo resultado. Apesar do tom duro, encerrou pedindo que seus eleitores mantenham a "fé em Deus e os princípios cristãos" na resistência política.
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— Itatiaia (@itatiaia) October 26, 2026
Flávio Bolsonaro anuncia que pedirá anulação da eleição
O posicionamento de Domingos Sávio acompanha a reação do candidato derrotado nas urnas. O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) anunciou, na noite deste domingo (25), que não reconhece o resultado divulgado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que apontou 51,79% dos votos válidos para Lula contra 48,21% para o parlamentar do PL, e confirmou que acionará a Justiça para pedir a anulação do pleito.
O principal ponto de contestação da campanha bolsonarista foi a decisão liminar do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), que prorrogou o horário de votação até as 19h em locais com filas, após acionamento do PT sobre supostos problemas no transporte público do Nordeste.
"Um ministro da Suprema Corte, pela primeira vez na história, ex-advogado do Lula, dá uma canetada e muda a regra do jogo. É impossível reconhecer o resultado das eleições no contexto como essas coisas aconteceram", argumentou Flávio Bolsonaro.
Deputados do PL endossam críticas e miram STF
A tese de irregularidade no pleito foi reforçada por outros nomes de destaque da legenda:
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Nikolas Ferreira (PL-MG): o deputado federal citou a quebra de "marcadores históricos" da política nacional, como a apuração no estado de Minas Gerais. "Simplesmente o Lula conseguiu quebrar com todos esses incríveis marcadores depois de uma decisão do seu ex-advogado pessoal. É impossível reconhecer essas eleições até que tudo seja esclarecido", afirmou.
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Lucas Pavanato (PL-SP): o deputado federal eleito classificou o pleito como "ilegal" e defendeu a abertura de processo de impeachment contra o ministro Cristiano Zanin. "A partir do momento em que começa a eleição, você não pode alterar as regras do jogo. Surpreendentemente, você tem um número bizarro de reversão", questionou.
Lula reeleito no segundo turno
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) confirmou a reeleição de Lula às 21h10, que bateu o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). O petista foi reeleito com 51% dos votos válidos, em um resultado que marcou uma virada em relação ao primeiro turno, quando o candidato do PL terminou à frente.
Formada em jornalismo pelo Centro Universitário de Belo Horizonte (UniBH), Giullia Gurgel é repórter multimídia da Itatiaia. Atualmente escreve para as editorias de Agro e Brasil.



