Eleitores tomam Cinelândia, no Rio, para comemorar reeleição do Lula (PT)
Presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi reeleito, com 51,74% dos votos válidos, na primeira virada no segundo turno na história das eleições desde a redemocratização

Centenas de eleitores se reúnem na Cinelândia, região central do Rio de Janeiro, neste domingo (26) para celebrar a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A maioria veste camisas vermelhas e alguns usam blusas com a bandeira do Brasil. Os eleitores carregam faixas e cartazes, e grande parte ocupa as escadarias da Câmara Municipal.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi reeleito, com 51,74% dos votos válidos, na primeira virada no segundo turno na história das eleições desde a redemocratização. Com 97,69% das urnas apuradas, o petista registrou 62.641.973 votos.
O resultado mostra virada inédita no primeiro turno, que terminou com 47,03% dos votos válidos para Flávio Bolsonaro (PL), enquanto Lula registrou 45,16%. O movimento foi principalmente impulsionado pela mobilização dos eleitores no segundo turno, tanto nas ruas quanto nas redes, que ajudou a levar o petista novamente ao Palácio do Planalto.
A decisão eleitoral acontece em meio à eclosão de uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que prorrogou o prazo para o fim da votação para 19h, ante o prazo oficial de 17h. A medida causou tumulto em ambos os campos ideológicos, mesmo que tenha tido pouco efeito prático na votação.
Na eleição presidencial mais acirrada desde 1989, os dois candidatos fizeram múltiplos ataques em rede de rádio e televisão, enquanto a militância se organizou, de ambos os lados, para tentar catapultar os presidenciáveis ao Palácio do Planalto.
Destaque especial para a mobilização à esquerda, marcada pela atuação do deputado federal mineiro André Janones (Rede), que comandou o "Exército de Lula", canal no WhatsApp com mais de 10 milhões de inscritos no segundo turno.
À direita, viu-se multiplicar o "Bloquinho 22", promovido pelo deputado federal por Minas Gerais Nikolas Ferreira (PL), que povoou diversas cidades em todo o Brasil para tentar consolidar a vitória de Flávio Bolsonaro no primeiro turno.
Manifestações de rua maciças, tanto de Luiz Inácio Lula da Silva, quanto de Flávio Bolsonaro, também marcaram o período eleitoral.
Os dois debates presidenciais tiveram tons – e estratégias – completamente diferentes. Enquanto o primeiro, da Band, foi marcado pelo baixo nível de discussão e ataques diretos, o segundo, da Globo, viu um esforço dos candidatos de tentarem se mostrar mais palatáveis ao público, focando nos indecisos.
As pesquisas de opinião marcaram, durante quase toda a campanha para o segundo turno, placar apertado, muitas vezes com empate técnico entre os dois candidatos, quase sempre com Flávio Bolsonaro com vantagem numérica.
Jornalista formada pelo UniBH, é apaixonada pelo dinamismo do factual e pelo poder das histórias bem narradas. Com trajetória que inclui passagens pelo Sistema Faemg Senar, jornal Estado de Minas e g1 Minas, possui experiência em múltiplas plataformas e linguagens. Atualmente, integra a redação da Rádio Itatiaia, onde acompanha os principais acontecimentos de Minas Gerais, do Brasil e do mundo
Jornalista pela UFMG, Lucas Negrisoli é editor de política. Tem experiência em coberturas de política, economia, tecnologia e trends. Tem passagens como repórter pelo jornal O Tempo e como editor pelo portal BHAZ. Foi agraciado com o prêmio CDL/BH em 2024.












