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Relembre como foi a eleição para Presidente em 2022

Quatro anos após a vitória mais apertada da história, o cenário político se redesenha com novos postulantes ao Palácio do Planalto e o atual presidente em busca da reeleição

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Eleições 2026: Presidenciáveis miram Nordeste em busca de força na campanha.
Eleições 2026: Presidenciáveis miram Nordeste em busca de força na campanha. • TSE/Divulgação

A eleição presidencial de 2022 foi decidida pela margem mais estreita desde o retorno das eleições diretas, e Minas Gerais teve papel central nesse desfecho. Quatro anos depois, o quadro é outro: o vencedor tenta a reeleição, o derrotado não pode concorrer e um ex-governador mineiro entrou na disputa.

Esta reportagem relembra como foi aquela eleição, com atenção especial ao resultado em Minas, e mostra o que mudou até 2026. Os resultados citados são os apurados pela Justiça Eleitoral.

Lula venceu por 1,8 ponto percentual

O primeiro turno foi em 2 de outubro de 2022. Lula, do PT, teve 48,43% dos votos válidos, e Jair Bolsonaro, do PL, então presidente e candidato à reeleição, ficou com 43,20%. Como ninguém alcançou metade dos votos mais um, a disputa foi ao segundo turno, realizado em 30 de outubro.

Nessa segunda votação, Lula foi eleito com 50,90% dos votos válidos, contra 49,10% de Bolsonaro. Em números absolutos, foram cerca de 60,3 milhões de votos contra 58,2 milhões, diferença de aproximadamente 2,1 milhões de votos.

Foi a menor vantagem já registrada em uma eleição presidencial brasileira desde a redemocratização. E foi também a primeira vez, desde que a reeleição passou a ser permitida no país, que um presidente no exercício do cargo tentou renovar o mandato e não conseguiu.

Em Minas, a diferença foi de 49 mil votos

O estado repetiu quase exatamente o resultado nacional. No primeiro turno, Lula teve 48,29% dos votos válidos em Minas, e Bolsonaro, 43,60%, números muito próximos dos percentuais registrados no país inteiro.

No segundo turno, a disputa mineira foi ainda mais apertada que a nacional: Lula ficou com 50,20% e Bolsonaro com 49,80%. A diferença entre os dois no estado foi de cerca de 49 mil votos, em um universo de mais de 12 milhões.

A geografia do voto mostrou um estado dividido. Lula venceu em 564 municípios mineiros, e Bolsonaro em 289, entre eles as três cidades mais populosas: Belo Horizonte, Uberlândia e Contagem.

Minas foi o único estado do Centro-Sul do país em que Lula teve mais votos que Bolsonaro, e com isso manteve uma tradição que se repete desde 1989: em todas as eleições presidenciais do período, quem venceu em Minas assumiu a Presidência.

A disputa pelo estado foi tratada como prioridade pelas duas campanhas. Lula fez cinco comícios em Minas durante o segundo turno, em Belo Horizonte, Juiz de Fora, Teófilo Otoni e Ribeirão das Neves. Bolsonaro cumpriu agenda no estado oito vezes, e contou com o apoio do então governador Romeu Zema, do Novo, naquela etapa da campanha.

O que aconteceu com os protagonistas de 2022

  • Lula tenta a reeleição: eleito em 2022 para o terceiro mandato, disputa agora o quarto, novamente com Geraldo Alckmin como candidato a vice, a mesma dupla de quatro anos atrás.
  • Jair Bolsonaro não é candidato: ele está preso, cumprindo pena de 27 anos e 3 meses por tentativa de golpe de Estado, e está inelegível. Quem representa o campo bolsonarista na disputa é o senador Flávio Bolsonaro, do PL, filho mais velho do ex-presidente, que tem Alfredo Gaspar como vice.
  • Romeu Zema saiu do Governo de Minas para o Planalto: em 2022, ele era governador, foi reeleito em primeiro turno e apoiou Bolsonaro no segundo turno da disputa presidencial. Neste ano, renunciou ao governo em março e teve a candidatura à Presidência oficializada pelo Novo em convenção realizada em 27 de julho.

Como está a disputa em 2026

Doze chapas apresentaram pedido de registro ao Tribunal Superior Eleitoral dentro do prazo, que terminou em 15 de agosto. Entre os nomes estão:

Situação de Pablo Marçal e Tarcísio de Freitas

O pedido de registro no TSE não significa que a candidatura está definitivamente aprovada. A plataforma de Divulgação de Candidaturas da Justiça Eleitoral exibe Pablo Marçal (PRTB), por exemplo, com o status de "concorrendo", mas o político está inelegível devido a condenações anteriores.

Seu registro segue sujeito à análise do tribunal e pode ser formalmente questionado por adversários e pelo Ministério Público Eleitoral durante a fase de avaliação de elegibilidade.

Já o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), que chegou a ser apontado como forte postulante à corrida pelo Palácio do Planalto, desistiu do projeto nacional para tentar a reeleição no governo paulista.

O primeiro turno das eleições será realizado no dia 4 de outubro. Caso haja a necessidade de um segundo turno, os eleitores voltarão às urnas no dia 25 de outubro.

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Jornalista formado em Comunicação Social pela Universidade Federal de Viçosa (UFV). Atuou com produção de conteúdo editorial e cobertura de pautas voltadas a tecnologia, negócios e comportamento digital. Cobre as eleições de 2026 para a Itatiaia.

 

 

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