Belo Horizonte
Itatiaia

Conheça a carreira política de Natasha Slhessarenko, pré-candidata ao Governo do MT

Pré-candidata tenta se tornar a primeira mulher eleita governadora de Mato Grosso com uma candidatura apoiada pelo campo governista

Por
natasha-slhessarenko
É a primeira disputa de Natasha para um cargo eletivo • Reprodução/Redes Sociais

A médica Natasha Slhessarenko (PSD) é candidata ao Governo de Mato Grosso nas eleições de 2026. Ela disputa pela primeira vez um cargo eletivo encabeçando a chapa apoiada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no estado. 

A pré-candidatura reúne o Partido Social Democrático (PSD), a federação formada por Partido dos Trabalhadores (PT), Partido Comunista do Brasil (PCdoB) e Partido Verde (PV), além de Partido Socialismo e Liberdade (PSOL), Rede Sustentabilidade (Rede) e Partido Democrático Trabalhista (PDT).

Filha da ex-senadora Serys Slhessarenko, Natasha nasceu em Cuiabá e é formada em Medicina pela Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT). É pediatra, patologista clínica, professora da universidade há mais de duas décadas e fundadora do laboratório Cedilab e da Clínica Vida, em Várzea Grande. Também atuou como conselheira federal de Medicina, representando Mato Grosso no Conselho Federal de Medicina (CFM), após vencer a eleição da categoria em 2019.

Diferentemente de outros candidatos ao Palácio Paiaguás, a pré-candidata nunca ocupou mandato eletivo. Sua atuação pública esteve concentrada na medicina, no ensino superior, no empreendedorismo e na representação da classe médica. A entrada na disputa pelo governo ocorreu após articulações conduzidas pelo PSD e pelos partidos do campo progressista, que optaram por lançar uma candidatura com perfil técnico para enfrentar os grupos liderados por Otaviano Pivetta (Republicanos) e Wellington Fagundes (PL).

A saúde como principal bandeira

A experiência de mais de 30 anos na medicina é apresentada por Natasha como a principal credencial da candidatura. O maior problema da saúde pública em Mato Grosso, para a pré-candidata, não é a falta de recursos, mas a gestão. Ainda em sua opinião, o desenho do Sistema Único de Saúde (SUS) é adequado, porém falhas administrativas impedem que os serviços funcionem de maneira eficiente.

Ela defende o fortalecimento da atenção básica, ampliação do apoio financeiro do Estado aos municípios, realização de concursos públicos para recompor equipes da saúde e redução da dependência de contratações temporárias. Além disso, Natasha busca maior valorização dos servidores públicos, criação de plano de carreira para profissionais da saúde e reforço das equipes multiprofissionais nas unidades básicas.

Outro compromisso da pré-candidata é reorganizar a fila de consultas, exames e cirurgias especializadas. Natasha propõe revisar os cadastros existentes, ampliar a oferta de telemedicina, distribuir médicos especialistas pelos hospitais regionais e tornar transparente a posição dos pacientes na fila de espera por meio de plataformas digitais.

O que Natasha Slhessarenko defende

Natasha também tece críticas na condução da saúde estadual. Para ela, o Mato Grosso possui capacidade financeira para ampliar investimentos, mas considera que houve priorização de outras áreas enquanto persistem filas para consultas, exames e cirurgias.

A pré-candidata também é crítica ao modelo de terceirização da gestão hospitalar, defendendo maior fiscalização dos contratos com organizações sociais, realização de concursos públicos e fortalecimento da estrutura própria do Estado. A transparência sobre gastos públicos deveria ser ampliada e a contratação de serviços privados precisaria ocorrer com critérios técnicos e controle rigoroso.

Além da saúde, Natasha afirma que um eventual governo terá prioridade para políticas públicas voltadas às mulheres. Ela promete ampliar o número de Delegacias Especializadas de Defesa da Mulher, fortalecer as Patrulhas Maria da Penha, criar Casas da Mulher Brasileira nas regiões do estado e integrar os serviços de atendimento às vítimas de violência. O estado do Mato Grosso, para Natasha, precisa reduzir os índices de feminicídio por meio de ações permanentes de prevenção e proteção.

Na área da segurança pública, defende a realização de concursos para recompor os efetivos policiais e ampliar a presença do Estado no interior. Também afirma que pretende fortalecer a transparência na gestão pública, descentralizar serviços especializados de saúde e aproximar o governo das demandas dos municípios por meio de visitas permanentes ao interior.

Por

Jornalista pela PUC Minas. Atuou na Rede Minas, no Estado de Minas e em assessoria de imprensa, com experiência em reportagem, produção de conteúdo e cobertura de temas de interesse público.