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Com Cleitinho disparado, mineiros vão às urnas e definem se novo governador será definido neste domingo (4) ou no 2º turno

Senador aparece com chances de definir o páreo já no primeiro turno; isolado na segunda posição, Patrus Ananias (PT) espera pela chance de disputar um segundo turno e estender a campanha por mais três semanas

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Mateus Simões (PSD), Patrus Ananias (PT), Flávio Roscoe (PL), Cleitinho Azevedo (Republicanos), Gabriel Azevedo (MDB) e Alexandre Kalil (PDT) começaram suas campanhas no rádio e TV nesta sexta (28)
Mateus Simões (PSD), Patrus Ananias (PT), Flávio Roscoe (PL), Cleitinho Azevedo (Republicanos), Gabriel Azevedo (MDB) e Alexandre Kalil (PDT) chegam ao dia derradeiro para a disputa pelo Governo de Minas • ALMG

Mais de 16 milhões de eleitores estão aptos a votar neste domingo (4) em votação que pode decidir quem será o 46º Governador de Minas Gerais. Com 11 nomes no páreo, as pesquisas indicam que a maior dúvida a ser sanada pela apuração das urnas é se haverá  um segundo turno ou se a disputa se encerra já na primeira votação.

 

As pesquisas de intenção de voto, desde o início do ano, mostram o senador Cleitinho Azevedo (Republicanos) na liderança com larga margem sobre seus adversários. Nas semanas derradeiras de campanha, o parlamentar conseguiu ampliar sua margem e flerta com a possibilidade de ter mais de 50% dos votos válidos já no primeiro turno, o que lhe renderia o comando do Executivo Estadual a partir de janeiro de 2027 até 2030.

 

Nas pesquisas divulgadas na véspera do pleito, Cleitinho aparece com 53% dos votos válidos no levantamento do Datafolha e com 54% no da Quaest. Em ambos os cenários, ele levaria a disputa no primeiro turno.

 

Natural de Divinópolis, Cleitinho ingressou na vida política como vereador da cidade em 2016, dois anos depois se elegeu deputado estadual e em 2022, chegou ao cargo de senador. Hoje, aos 44 anos, ele disputa sua primeira eleição para um cargo no Executivo.

 

Cleitinho é seguido nas pesquisas por Patrus Ananias (PT), que teve 21% dos votos válidos na pesquisa Datafolha e 23% na Quaest. O petista de 74 anos tem uma longa experiência na vida pública. Começou sua trajetória como vereador de Belo Horizonte em 1989 e foi prefeito da capital mineira entre 1993 e 1996. Na década seguinte, ele se tornou o primeiro ministro do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, pasta criada no primeiro mandato de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na Presidência da República. O petista atualmente está em seu quarto mandato como deputado federal.

 

Alexandre Kalil (PDT), ex-prefeito de Belo Horizonte, tenta pela segunda eleição consecutiva chegar ao posto de governador de Minas Gerais e sofreu uma queda nas pesquisas de intenção de voto na reta final de campanha. O pedetista figura na terceira posição na Quaest e no Datafolha, com 9% e 10% dos votos válidos, respectivamente.

 

Correm por fora ainda o atual governador Mateus Simões (PSD); Flávio Roscoe (PL), ex-presidente da Federação das Indústrias do Estado (Fiemg) e apoiado formalmente por Flávio Bolsonaro (PL); e o ex-presidente da Câmara Municipal de Belo Horizonte, Gabriel Azevedo (MDB). Nenhum deles superou a marca de dois dígitos nas últimas pesquisas de intenção de voto.

 

Campanha sucedeu período de grande indecisão

 

Apesar de liderar as pesquisas de intenção de voto de ponta a ponta durante a campanha, a candidatura de Cleitinho só foi definida aos 45 do segundo tempo, com direito a várias idas e vindas. A semana final do prazo de definição dos partidos sobre candidaturas foi marcada pelo lançamento da candidatura do senador, a renúncia do mesmo e a volta atrás com a desistência da desistência. O parlamentar passou por momentos conturbados em agosto, com o falecimento de seu irmão mais novo, vitimado por uma leucemia.

 

Mas a situação de Cleitinho não foi a única indefinição da pré-campanha. Sem saber se o senador iria ou não disputar o pleito, o PL resolveu lançar uma candidatura própria e optou por Flávio Roscoe também nos estertores do prazo eleitoral.

 

No PT, a espera por mais de dois anos por um sinal de Rodrigo Pacheco (PSB) paralisou o partido durante todo o primeiro semestre. Quando o senador se pronunciou descartando oficialmente a ideia de concorrer ao Governo de Minas iniciou-se um grande debate sobre a possibilidade de se apoiar um nome de outra legenda ou de lançar um nome próprio, até que Patrus foi anunciado, também nos momentos finais da pré-campanha. 

 

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Repórter de política da Itatiaia, é jornalista formado pela UFMG com graduação também em Relações Públicas. Foi repórter de cidades no Hoje em Dia. No jornal Estado de Minas, trabalhou na editoria de Política com contribuições para a coluna do caderno e para o suplemento de literatura.

 

 

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