Itatiaia

Caiado defende afastamento de Andrei, mas pede 'responsabilidade' sobre prisão do diretor da PF

Em entrevista à Itatiaia, o candidato à Presidência da República pelo PSD comentou sobre a crise institucional vivida no Supremo Tribunal Federal (STF) com ecos na Polícia Federal (PF)

Por e 
Ronaldo Caiado concedeu entrevista à Itatiaia nesta quarta-feira (9)
Ronaldo Caiado concedeu entrevista à Itatiaia nesta quarta-feira (9) • Reprodução/ Itatiaia no YouTube

Em entrevista ao Jornal da Itatiaia nesta quarta-feira (9), Ronaldo Caiado, candidato à presidência pelo PSD, defendeu o afastamento de Andrei Rodrigues da Diretoria-geral da Polícia Federal (PF), mas evitou comentar sobre a possibilidade de prisão do policial. A medida também determinou o afastamento do diretor de inteligência da corporação, Leandro Almada da Costa.

 

“O que está colocado é que um diretor-geral da Polícia Federal, tá certo? Ao monitorar um um ministro do Supremo Tribunal Federal, essa prova é mais do que suficiente, que ele não tem as condições mínimas de responder pelo cargo. Agora, ser preso ou não preso, depende da extensão de um processo que eu realmente não posso responder neste momento. Eu não gosto de ser aquela pessoa que tem aquelas frases impactantes, sendo que aquilo não tem consequência. Vamos ser exatamente responsáveis neste momento. O afastamento dele já deveria ter acontecido. Se aquilo tudo que ele praticou é merecedor de um crime e como tal a previsão do crime é a prisão, que seja preso”, afirmou o presidenciável.

 

Andrei Rodrigues foi afastado do cargo por decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), no âmbito da crise interna vivida na Corte. O magistrado argumenta que a chefia da PF fez um monitoramento sistemático das atividades de seu gabinete e por entender que a manutenção de Rodrigues e Almada no cargo seria um risco à garantia da neutralidade das investigações da corporação. 

 

A decisão monocrática de Mendonça foi enviada para votação na segunda turma do STF e já tem maioria para sua manutenção com os votos dos ministros Kassio Nunes Marques e Luiz Fux. Como o ministro Gilmar Mendes pediu vista no processo em medida que posterga o fim da análise do caso pela Corte.

 

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Edilene Lopes é jornalista, repórter e colunista na Itatiaia e analista de política na CNN Brasil. Na rádio, idealizou e conduziu o Podcast 'Abrindo o Jogo', que entrevistou os principais nomes da política brasileira. Está entre os jornalistas que mais fizeram entrevistas exclusivas com presidentes da República nos últimos 10 anos, incluindo repetidas vezes Luiz Inácio Lula da Silva e Jair Messias Bolsonaro. Mestre em ciência política pela UFMG, e diplomada em jornalismo digital pelo Centro Tecnológico de Monterrey (México), está na Itatiaia desde 2006, onde também foi também apresentadora. Como repórter, registra no currículo grandes coberturas nacionais e internacionais, incluindo eventos de política, economia e territórios de guerra. Premiada, em 2016 foi eleita, pelo Troféu Mulher Imprensa, a melhor repórter de rádio do Brasil. Em 2025, venceu o Prêmio Jornalistas Negros +Admirados na categoria Rádio e Texto.

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Repórter de política da Itatiaia, é jornalista formado pela UFMG com graduação também em Relações Públicas. Foi repórter de cidades no Hoje em Dia. No jornal Estado de Minas, trabalhou na editoria de Política com contribuições para a coluna do caderno e para o suplemento de literatura.

 

 

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