Eduardo e Caiado trocam farpas sobre 'green card' concedido pelo governo Trump
Quando deixou o Brasil, em fevereiro do ano passado, o ex-parlamentar chegou a exercer o mandato na Câmara dos Deputados mesmo morando nos Estados Unidos

O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) rebateu, nesta terça-feira (21), as críticas do ex-governador de Goiás e pré-candidato à Presidência da República, Ronaldo Caiado (PSD), sobre o green card concedido a ele pelo governo dos Estados Unidos. Na alfinetada feita nesta terça, o presidenciável afirmou que "quem precisa" do visto permanente é o "produtor brasileiro" que deseja entrar no mercado norte-americano.
Pelas redes sociais, o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que mora fora do Brasil desde fevereiro do ano passado, respondeu às declarações afirmando que Caiado "não fala nada" sobre os "fazendeiros condenados no golpe da Disney", em referência aos atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023. "É o preço que o senhor paga para participar de coquetéis do Supremo Tribunal Federal [STF] e da elite de Brasília?", escreveu.
O green card, concedido pelo governo dos EUA, permite que o ex-deputado cassado viva no país por tempo indeterminado. Quando deixou o Brasil, Eduardo alegou estar sendo alvo de uma "perseguição política", chegando a exercer o mandato na Câmara dos Deputados mesmo morando fora.
No Brasil, Eduardo foi condenado pelo STF a quatro anos e dois meses de prisão pelo crime de coação no curso do processo, em um caso relacionado às investigações que envolvem o ex-presidente Jair Bolsonaro.
Após os comentários de Eduardo, Caiado publicou, também nas redes sociais, sem citar nomes, uma imagem do personagem Pateta, da Disney. "A diferença é que o Pateta da Disney é atrapalhado, mas bem-intencionado e inofensivo. Já o da política brasileira tropeça nos Estados Unidos, e a queda pode custar caro ao Brasil, atingindo a indústria, as exportações e os empregos", escreveu.
Após o governo de Donald Trump anunciar, na última quarta-feira (15), uma tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros, o ex-governador de Goiás culpou a polarização entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), irmão de Eduardo. Nas redes sociais, ele afirmou que, enquanto o petista "não tem capacidade de dialogar", o parlamentar e pré-candidato "está preocupado com as eleições".
Graduada em Jornalismo pela Universidade Federal de Minas Gerais, com passagem pela Rádio UFMG Educativa. Na Itatiaia, já foi produtora de programas da grade e repórter da Central de Trânsito Itatiaia Emive.



