Itatiaia

Após três horas, defesa diz que Vorcaro provou à PF não ter cometido crimes ligados a ‘A Turma’

Advogados afirmam que ex-banqueiro respondeu a todas as perguntas da PF e contestam existência de estrutura organizada para ameaças e intimidações

Por, Brasília
Daniel Vorcaro • Reprodução / Redes Sociais.

Após três horas de depoimento à Polícia Federal (PF), nesta quarta-feira (30), a defesa de Daniel Vorcaro afirma que o ex-banqueiro respondeu a todas as perguntas. Na oitiva, foi confirmada a estratégia de confronto das duas versões sobre um dos episódios investigados no caso “A Turma”, antecipada pela Rádio Itatiaia.

Enquanto as investigações apuram suspeitas de ameaça e intimidação, a defesa apresentou uma versão na qual o ex-controlador do Banco Master teria sido vítima de extorsão. Os advogados confirmam que Vorcaro apresentou, a partir das próprias mensagens encontradas no celular apreendido pelos investigadores, elementos que demonstrariam que ele não praticou crime.

Em nota divulgada após o depoimento, a defesa afirmou que teria sido “irrefutavelmente esclarecido” que Vorcaro “jamais praticou, determinou ou se envolveu em qualquer ato de violência, intimidação, perseguição ou ameaça”. Ainda segundo os advogados, expressões como “A Turma” e “Os Meninos” não designam grupos específicos ou estruturas organizadas.

Os advogados Daniel Bialsky e Sérgio Leandro alegam que, após oito meses de investigação, não haveria vítimas dos fatos mencionados na portaria que deu início ao inquérito.

 

Vorcaro confirmou conhecer apenas Luiz Phillipi Mourão, conhecido como Sicário, com quem mantinha um contrato formal de prestação de serviços de inteligência e segurança digital.

A oitiva foi realizada por videoconferência, diretamente da Papudinha, onde Vorcaro está preso. Os investigadores buscavam aprofundar a apuração sobre o funcionamento de “A Turma”, apontada pela PF como uma estrutura utilizada para obter informações sigilosas e pressionar pessoas consideradas adversárias dos interesses de Vorcaro, inclusive em episódios de suposta intimidação.

 

 

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Formada em jornalismo pela Universidade de Brasília (UnB), tem cinco anos de experiência na comunicação política. Desde a reportagem, no Correio Braziliense, até a assessoria parlamentar. Em 2024, atuou em campanha eleitoral majoritária. Especialista em gerenciamento de crise e construção de imagem. Na Itatiaia, escreve para o portal, em Brasília.

 

 

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