Desenrola 2 prevê bloqueio em casas e sites de aposta por um ano
O programa permitirá a renegociação de dívidas de cartão de crédito, cheque especial, crédito pessoal, rotativo e contratos do FIES

Beneficiários do Desenrola 2, programa lançado nesta segunda-feira (4) pelo governo Lula, ficarão proibidos de jogar em casas de apostas por um ano. De acordo como ministro da Fazenda, Dario Durigan, a medida prevê ainda a proibição de envio de recursos a casas de apostas via cartão de crédito, crédito parcelado, pix crédito e pix parcelado.
“A gente aprendeu com o Desenrola anterior. Mais do que aproveitar a queda na taxa de juros, queremos que as famílias também tenham juros mais decentes. Precisamos criar mecanismos estruturantes para que as novas dívidas venham com mais qualidade”, explicou o ministro.
“Ela vai estar automaticamente bloqueada dos jogos online por um ano. A mensagem é clara: precisamos recuperar a qualidade do crédito que essa pessoa toma. Uma pessoa endividada, que está precisando de ajuda do governo não pode jogar em apostas on line, em cassino, futebol e outros aplicativos. Hoje, o cartão de crédito já não pode ser utilizado para apostas. Estamos ampliando o rol de proibições de crédito para que as pessoas joguem”, disse Durigan.
Desenrola
A iniciativa prevê condições facilitadas para pagamento de débitos, com juros reduzidos e descontos que podem chegar a até 90%, a depender do tipo de dívida e da negociação com instituições financeiras.
O programa permitirá a renegociação de dívidas de cartão de crédito, cheque especial, crédito pessoal, rotativo e contratos do FIES.
Uma das principais novidades é a possibilidade de uso de até 20% do saldo do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para quitar ou amortizar dívidas. Segundo o governo, a expectativa é que os juros das renegociações fiquem abaixo de 2% ao mês.
O Desenrola 2.0 será implementado em etapas. A prioridade inicial será atender pessoas físicas com maior nível de endividamento. Em uma segunda fase, o programa deve ser ampliado para trabalhadores informais e pequenas empresas.
Editor de Política. Formado em Comunicação Social pela PUC Minas e em História pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Já escreveu para os jornais Estado de Minas, O Tempo e Folha de S. Paulo.
