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Deputada acusa líder de Tarcísio de violência política de gênero na Alesp

A situação ocorreu durante uma reunião da Comissão de Assuntos Metropolitanos da Assembleia Legislativa de São Paulo na última quarta-feira (3)

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Gilmaci Santos, deputado líder de governo na Alesp. • Rodrigo Romeo / Alesp.

Um desentendimento durante uma audiência pública na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) resultou em uma acusação de violência política de gênero contra o líder do governo de Tarcísio de Freitas (Republicanos) na Casa, o deputado estadual Gilmaci Santos (Republicanos).

A situação ocorreu durante uma reunião da Comissão de Assuntos Metropolitanos na última quarta-feira (3). A sessão ainda não havia começado por falta de quórum, ou seja, pela ausência do número mínimo de deputados necessário para o início dos trabalhos.

Mesmo assim, parlamentares presentes defenderam a realização de uma sessão informal.

O líder do governo, que é suplente do colegiado, discordou da proposta dos colegas e retirou o diretor-presidente da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp), Carlos Augusto Piani, da sala, em meio a uma discussão com a deputada estadual Ana Carolina Serra (PSDB), presidente da comissão.

Para a parlamentar, a atitude foi desrespeitosa, uma vez que o presidente da Sabesp havia sido convocado para prestar esclarecimentos sobre problemas na prestação dos serviços aos usuários no estado de São Paulo.

Ana Carolina Serra, deputada estadual pelo PSDB. • Rodrigo Costa / Alesp.
Ana Carolina Serra, deputada estadual pelo PSDB. • Rodrigo Costa / Alesp.

Em nota, o PSDB, partido de Serra, afirmou que a deputada foi "constrangida e desrespeitada", tendo sua autoridade e suas prerrogativas regimentais desconsideradas. "Esse tipo de comportamento configura violência política de gênero e é absolutamente inaceitável em qualquer contexto democrático", diz um trecho da nota.

Nas redes sociais, o Republicanos e o deputado Gilmaci Santos afirmaram que a retirada do presidente da Sabesp do plenário foi uma medida "estritamente técnica, motivada pela ausência de quórum". "Realizar uma oitiva informal, sem a devida regularidade, comprometeria a transparência e a eficácia da fiscalização", diz a publicação divulgada nesta sexta-feira (5).

O partido também afirmou que refuta "veementemente qualquer insinuação de violência política de gênero" por parte do deputado.

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Graduada em Jornalismo pela Universidade Federal de Minas Gerais, com passagem pela Rádio UFMG Educativa. Na Itatiaia, já foi produtora de programas da grade e repórter da Central de Trânsito Itatiaia Emive.