PSDB vai decidir sobre fusão até abril
Partido avalia federação, fusão e incorporação. Os tucanos conversam com o PSD, MDB, Republicanos, Solidariedade e Podemos. PSDB quer lançar Eduardo Leite à presidência.

O PSDB deve decidir até o mês de abril qual será o formato da parceria que fará com outro partido para disputar as próximas eleições sem correr o risco de ser excluído pela claúsula de barreira. Pela regra eleitoral, se não tiver quantidade suficiente de votos um partido não pode acessar recursos do Fundo Partidário e nem a propaganda gratuita em rádio e TV nas eleições.
Para evitar o desaparecimento dos partidos, a lei eleitoral incluiu a fugura da federação partidária, que foi adotada pelo PSDB há quatro anos quando, já em dificuldade, o partido se filiou ao Cidadania. Desta vez, a legenda estuda outros formatos. Além de considerar a possibilidade de uma nova federação, aa sigla avalia a fusão e a incorporação.
Federação: os partidos se unem como se fossem apenas uma agremiação e devem permanecer juntos durante todo o mandato.
Fusão: dois ou mais partidos já existentes se unem, formando uma nova legenda
Incorporação: uma legenda é absorvida por outra.
O PSDB conversa com grandes partidos como o PSD, o MDB e o Republicanos, mas uma ala dos tucanos quer manter o nome e o número do partido. A legenda abriu frente de conversas com o Solidariedade e o Podemos, que também precisam de soluções para sobreviver.
Apesar de estar numericamente menor, o PSDB considera que o legado político da sigla seja é um capital importante para negociar, já que governou Minas por 16 anos, São Paulo por mais de 20 anos e o Brasil por duas vezes, com FHC.
Um dos alvos dos tucanos é a eleição de 2026. No cenário nacional, o partido defende uma candidatura de centro-direita, e vai colocar o nome de Eduardo Leite, governador do Rio Grande do Sul. De forma geral, o PSDB e outros partidos de centro querem combater o que chamam de radicalismo político (se referindo ao bolsonarismo) e o discurso da anti-política, representado por figuras como Pablo Marçal e o próprio governador Romeu Zema (Novo).
Edilene Lopes é jornalista, repórter e colunista na Itatiaia e analista de política na CNN Brasil. Na rádio, idealizou e conduziu o Podcast "Abrindo o Jogo", que entrevistou os principais nomes da política brasileira. Está entre os jornalistas que mais fizeram entrevistas exclusivas com presidentes da República nos últimos 10 anos, incluindo repetidas vezes Luiz Inácio Lula da Silva e Jair Messias Bolsonaro. Mestre em ciência política pela UFMG, e diplomada em jornalismo digital pelo Centro Tecnológico de Monterrey (México), está na Itatiaia desde 2006, onde também foi também apresentadora. Como repórter, registra no currículo grandes coberturas nacionais e internacionais, incluindo eventos de política, economia e territórios de guerra. Premiada, em 2016 foi eleita, pelo Troféu Mulher Imprensa, a melhor repórter de rádio do Brasil. Em 2025, venceu o Prêmio Jornalistas Negros +Admirados na categoria Rádio e Texto.



