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Defesa de Engler se manifesta após denúncia do MP por ataques a Fuad

A defesa do deputado e da militar Coronel Cláudia, candidata a vice de Engler, afirmou que os dois não cometeram nenhum crime durante a campanha eleitoral

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Bruno Engler e Coronel Cláudia Romualdo disputaram o cargo de prefeito e vice-prefeita em BH nas eleições de 2024.  • Mardélio Couto | Itatiaia

A defesa do deputado estadual Bruno Engler (PL) e da militar Cláudia Romualdo (PL) afirmou que os dois "não cometeram qualquer crime" durante a campanha eleitoral nas eleições de 2024.

Na terça-feira (8), o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) denunciou Engler, a policial da reserva, o deputado federal Nikolas Ferreira (PL) e a deputada estadual Delegada Sheila (PL) por espalharem supostas informações falsas contra o ex-prefeito de Belo Horizonte, Fuad Noman (PSD), durante o segundo turno.

Procurado pela Itatiaia, o advogado Luiz Fernando Vilela Leite, que representa Engler e Romualdo, afirmou que os dois irão se manifestar, em tempo oportuno, "nos autos do processo".

Em 2024, Fuad Noman e Álvaro Damião (União Brasil) disputaram, respectivamente, os cargos de prefeito e vice-prefeito da capital mineira no segundo turno, contra Bruno Engler e a coronel Cláudia Romualdo.

Segundo a denúncia do MP, o grupo fez uma "campanha sistemática de desinformação" para prejudicar a imagem de Fuad, que morreu em março deste ano, a fim de favorecer a chapa do Partido Liberal.

A estratégia envolvia o uso de trechos descontextualizados do livro fictício "Cobiça", escrito por Fuad Noman em 2020, além da acusação de que o ex-prefeito teria exposto crianças a conteúdos impróprios durante um festival de quadrinhos promovido pela Prefeitura de Belo Horizonte.

MP pede que os direitos políticos sejam cassados

Na representação, o MP pediu que, se condenados, a Justiça determine o pagamento de uma indenização mínima por danos morais, a ser destinada a uma instituição de caridade escolhida pelo juiz do processo.

Além disso, os quatro também poderão ter os direitos políticos suspensos após eventual condenação definitiva. Isso significa que eles podem ficar impedidos de se candidatar a cargos públicos enquanto durarem os efeitos da sentença.

Suplente do PL fez acordo com o MP

Outro envolvido, o 5º suplente de vereador do PL na Câmara Municipal de Belo Horizonte (CMBH), Victor Lucchesi, firmou um acordo com o MP para não responder à ação por calúnia e difamação.

Durante o segundo turno, Lucchesi também publicou um vídeo em suas redes sociais sugerindo que Fuad era conivente com práticas sexuais envolvendo menores de idade.

No acordo firmado, Lucchesi se comprometeu a renunciar ao direito de se candidatar a qualquer cargo eletivo nas próximas eleições, além de pagar uma indenização por danos morais de R$ 31,5 mil, valor que será destinado a uma entidade de interesse social.

Em um vídeo publicado nas redes sociais, Lucchesi reconheceu que a publicação feita por ele durante o segundo turno das eleições municipais “descontextualiza” trechos da obra literária Cobiça, escrita por Fuad em 2020, e transmite “desinformação” sobre o conteúdo do livro e sobre o próprio prefeito.

Em nota enviada à Itatiaia, ele afirmou que está "trabalhando em silêncio" para reconstruir "pontes" com o atual prefeito, Álvaro Damião, e "deixar para trás o clima bélico" criado durante o período eleitoral. "Enfrentar um processo longo e desgastante por palavras ditas num momento de agressividade me pareceu excessivo e, por isso, aceitei a solução legal prevista", diz trecho do comunicado.

‘Fuad ficou muito abalado’

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Jornalista formada pela Universidade Federal de Minas Gerais, com passagem anterior pela Rádio UFMG Educativa. Na Itatiaia, integra a cobertura da editoria de Política.

 

 

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