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Decisão do TCU sobre relógio de Lula interfere no caso das joias de Bolsonaro? Entenda

Na última quarta (7), o TCU decidiu que o presidente Lula pode permanecer com um relógio de ouro recebido pela fabricante francesa Cartier em 2005

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O delegado Andrei Rodrigues já atua no governo de transição
O delegado Andrei Rodrigues • José Cruz/Agência Brasil

O diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, avalia que as decisões do Tribunal de Contas da União (TCU) não interferem, necessariamente, no posicionamento das investigações do órgão. Ele deu a declaração em entrevista à CNN Brasil.

Na última quarta-feira (7), o TCU decidiu que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pode permanecer com um relógio de ouro recebido pela fabricante francesa Cartier em 2005, durante seu primeiro mandato presidencial.

O diretor-federal da PF ressalta que os encaminhamentos referentes à investigação sobre as joias de Bolsonaro são de responsabilidade da Procuradoria-Geral da República (PGR) e do Supremo Tribunal Federal (STF).

“A investigação em questão envolve diversas condutas, além do recebimento das joias, tais como a omissão de dados, informações, ocultação de movimentação de bens, advocacia administrativa dentre outras, indo além de questões meramente administrativas”, afirmou ele.

Rodrigues argumenta que, na prática, o que o TCU reconheceu foi que não cabe à Corte definir a incorporação dos presentes recebidos por presidentes. “Enquanto não houver lei específica, remanesce a competência do sistema de justiça criminal”, acrescentou.

A corrente vencedora do TCU, à qual o chefe da PF se refere, defendeu a manutenção do relógio com Lula porque não há legislação que defina claramente o que deve ser feito com presentes de alto valor recebidos por chefes de Estado durante o exercício do cargo.

Com informações da CNN Brasil*

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