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De 853 municípios mineiros, quatro não terão posse de prefeitos e vice-prefeitos no dia 1⁠º

Os candidatos, apesar de terem sido os mais votados, estão com pendências com a Justiça Eleitoral

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São Paulo e Ceará lideram denúncias de propaganda eleitoral irregular durante o 2º turno | CNN Brasil
Apesar de terem recebido o maior número de votos, quatro chapas não serão empossadas em Minas Gerais • Créditos: CNN Brasil

Dos 853 municípios mineiros, quatro não terão a posse na quarta-feira (1°). Em Bonito de Minas, Guapé, Mercês e São José da Varginha os candidatos que concorreram as eleições 2024 e foram os mais votados não iram assumir o cargo por estarem com pendências na Justiça Eleitoral.

Bonito de Minas

A cidade, que fica no norte de Minas Gerais, elegeu Dílson de Senhoria (União), de 45 anos, com 51,72% dos votos válidos, porém, a Justiça Eleitoral anulou o resultado da eleição após entender que ele não estava elegível para a disputa.

Com isso, o vereador que ganhar a presidência da Câmara Municipal da cidade irá assumir a prefeitura, ficando no cargo até a posse do próximo candidato, já que devem acontecer novas eleições.

Em 2020, fui derrotado por uma diferença de apenas 79 votos e acusado injustamente de abuso de poder econômico, sem provas concretas e sem sequer ter sido ouvido pelo Ministério Público ou pelo juiz. Essas acusações partiram de pessoas que, posteriormente, ocuparam cargas de confiança e receberam gratificações na gestão atual.

Escreveu o candidato em mensagem para a reportagem.

Guapé

Em Guapé, sul de Minas, Thiago Câmara (PSDB), não irá tomar posse. Embora ele tenha ganhado a disputa com 40,23% dos votos válidos, o Tribunal Regional Eleitoral (TRE-MG) entendeu que ele concorreu mesmo estando com a candidatura indeferida com recurso. O processo está em tramitação e o candidato aguarda decisão da Justiça Eleitoral para ter a confirmação se assumirá ou não a prefeitura da cidade.

Fui roubado pelo sistema, duramente roubado, duas vezes e, infelizmente, o judiciário não exerceu freios e contrapesos, conforme se espera de uma democracia saudável, e o plano diabólico do sistema corrupto conseguiu mais uma vez roubar da população um direito que deveria ser inalienável

Escreveu Thiago Câmara, em mensagens para a Itatiaia.

Mercês

Em Mercês, cidade da Zona da Mata, Donizete Calixto (Mobiliza) não irá tomar posse. Ele foi eleito com 47,62%, mas o TRE-MG entendeu que ele também disputou o pleito, estando com a candidatura indeferida com recurso e, portanto, está inelegível.

O processo está em tramitação e o futuro presidente da Câmara Municipal irá assumir a prefeitura de forma interina, até uma decisão definitiva da Justiça Eleitoral.

Nós entramos em contato com o presidente do Mobiliza, partido de Donizete, mas não tivemos retorno.

São José da Varginha

Netinho (PP), foi o candidato mais votado nas eleições, porém, assim como os outros, não irá tomar posse. Ele concorreu com a candidatura indeferida com recurso.

Neste caso, o presidente da Câmara, que será definido amanhã, assumirá interinamente o comando da prefeitura até que haja uma decisão definitiva do TRE-MG.

Nós procuramos o candidato, mas, até o momento de publicação da reportagem, não tivemos resposta.

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