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CPI do crime organizado vê aumento de violência nas para redes sociais

Relator Alessandro Vieira afirma que organizações criminosas buscam dinheiro e alcance nas plataformas, enquanto empresa diz investir em tecnologia para prevenção

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Comissão no Senado debate avanço de golpes online e cobra explicações da Meta
Comissão no Senado debate avanço de golpes online e cobra explicações da Meta • TV Senado

A Comissão Parlamentar de Inquérito que apura a atuação do crime organizado no país debate desta terça feira (24), a presença das facções e quadrilhas no ambiente digital. A audiência ouve a diretora de Políticas Públicas da Meta para a América Latina, Yana Dumaresq Sobral Alvez, convocada para explicar como redes sociais vêm sendo usadas em golpes, fraudes e outras práticas ilegais.

Logo no início da sessão, o presidente da CPI, senador Fabiano Contarato (PT-ES), afirmou que o colegiado tenta compreender como a estrutura do crime mudou nos últimos anos. Segundo ele, há sinais consistentes de que plataformas online passaram a ser utilizadas para enganar usuários, esconder operações ilícitas e ampliar esquemas financeiros ilegais. A intenção, disse, é medir o tamanho real desse fenômeno antes de propor mudanças na legislação.

Entre as iniciativas citadas pela representante estão sistemas de inteligência artificial capazes de detectar comportamentos suspeitos em mensagens, alertas automáticos para possíveis vítimas, processos mais rigorosos de verificação de anunciantes e recursos de reconhecimento facial para evitar o uso indevido da imagem de figuras públicas em anúncios fraudulentos. Ela também mencionou parcerias com órgãos nacionais, instituições financeiras e alianças internacionais voltadas ao combate ao crime digital.

A CPI segue investigando como aplicativos como Facebook, Instagram e WhatsApp podem estar sendo utilizados para recrutamento, comunicação e monetização de atividades ilegais. Ao final dos trabalhos, a expectativa é que o relatório apresente novas propostas legislativas e medidas institucionais para enfrentar o crescimento do crime organizado no ambiente virtual.

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Aline Pessanha é jornalista, com Pós-graduação em Marketing e Comunicação Integrada pela FACHA - RJ. Possui passagem pelo Grupo Bandeirantes de Comunicação, como repórter de TV e de rádio, além de ter sido repórter na Inter TV, afiliada da Rede Globo.

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