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Corte de gastos: Alckmin diz que dólar deve se ‘acomodar’ após aprovação no Congresso

Governo tem sido pressionado pela alta da moeda norte-americana após anúncio de corte de gastos aquém das expectativas do mercado

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o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB)
O vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) • Júlio César Silva/MDIC

Os picos de valorização da moeda são atribuídos a reação dos investidores às ameaças do presidente eleito dos EUA, Donald Trump, contra os Brics. Mas ainda há reflexos da insatisfação com o pacote de medidas fiscais anunciado na semana passada no Brasil.

Segundo Alckmin, a flutuação do preço da moeda deve ser ‘acalmada’ a partir da aprovação das medidas por parte do Congresso. A previsão do governo é que as medidas sejam votadas e aprovadas ainda neste ano.

“Ele [o dólar] tem um componente interno e um externo. Ontem, no mundo inteiro, nós tivemos um estresse maior por componente externo. Por isso eu acho que essas coisas são transitórias. O câmbio é flutuante, do jeito que ele sobe, ele cai", disse Alckmin.

"Em relação ao interno, se Congresso der resposta rápida neste mês de dezembro aprovando as medidas, para cumprir o arcabouço de déficit primário zero, que reduzem despesas no curto, médio e longo prazo, não só zera o déficit agora, mas já prevê uma redução de despesas também nos próximos anos. À medida em que isso ficar claro, nós devemos ter uma acomodação do dólar, o câmbio mais baixo, acrescentou o vice-presidente", concluiu.

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Supervisor da Rádio Itatiaia em Brasília, atua na cobertura política dos Três Poderes. Mineiro formado pela PUC Minas, já teve passagens como repórter e apresentador por Rádio BandNews FM, Jornal Metro e O Tempo. Vencedor dos prêmios CDL de Jornalismo em 2021 e Amagis 2022 na categoria rádio

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