Contra a federalização da UEMG, associação de professores convoca greve e critica governo Zema
Proposta do governo Zema é incluir a universidade estadual no Programa de Pleno Pagamento da Dívida dos Estados com a União, o Propag

A Associação dos Docentes da Universidade do Estado de Minas Gerais (ADUEMG) convocou uma paralisação das atividades, a partir desta terça-feira (1º), como forma de demonstrar a insatisfação à proposta do governador Romeu Zema (Novo) para federalizar a universidade estadual para conseguir aderir ao Programa de Pleno Pagamento da Dívida dos Estados, o Propag.
“O motivo principal da paralisação é a luta pelo arquivamento do projeto de lei número 3.738/2025 de autoria do Governador Romeu Zema que autoriza a transferência da gestão da Universidade para a União e a transferência e/ou venda dos bens móveis e imóveis da UEMG”, diz o comunicado.
Audiência na ALMG
Nesta terça-feira (1º), uma audiência pública promovida pela Comissão de Educação da Assembleia Legislativa (ALMG) discutiu o futuro da Universidade do Estado de Minas Gerais (UEMG) e contou com a presença de três secretários do alto escalão do governo Zema.
A audiência tem como principal objetivo discutir uma possível transferência da UEMG para a União, como uma forma de abater a dívida de Minas Gerais.
A intenção do governo estadual é oferecer para a União a gestão da instituição de ensino, com a justificativa de que, desta forma, estudantes e servidores não teriam prejuízos.
O governo federal, no entanto, já sinalizou que não teria interesse em federalizar a universidade.
Estudantes, servidores e militantes da Associação de Docentes da UEMG (Aduemg) lotaram o Auditório José Alencar e também os espaços do lado de fora da Assembleia Legislativa.
A reitora da UEMG, Lavínia Rodrigues, também participa da audiência ao lado dos deputados estaduais e dos secretários.
Jornalista formada pela Universidade Federal de Minas Gerais, com passagem anterior pela Rádio UFMG Educativa. Na Itatiaia, integra a cobertura da editoria de Política.



