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Conta de água não aumentou em SP, diz Sabesp sobre questionamentos de deputados mineiros

Responsável por administrar o abastecimento e saneamento no território paulista, a empresa diz que ocorreu redução no valor da tarifação

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Sabesp compra 70% da EMAE por R$ 1,1 bi em negócio com a Eletrobras e Vórtx
Empresa foi privatizada em julho do ano passado  • Instagram/Sabesp

A Sabesp afirma que não aumentou o preço da conta de água de São Paulo após ser privatizada. O aumento da tarifa é uma das principais preocupações dos deputados da oposição na Assembleia Legislativa de Minas Gerais ao falar sobre os impactos envolvendo a privatização da Copasa.

Responsável por administrar o abastecimento e saneamento no território paulista, a Sabesp diz que ocorreu redução no valor da tarifação. A afirmação é da diretora-executiva de Relações Institucionais e Sustentabilidade da empresa, Samanta Souza.

“Não aumentou, a tarifa reduziu 0,6%. No momento da desestatização, 1% para o residencial, 0,5% para o comércio e indústria e 10% para baixa renda. Esse pacote deu uma redução de 0,6%. A capital de São Paulo foi a única que teve redução, e olhando as capitais do Brasil como um todo, de 2024 para 2025, foi a única capital que teve redução no valor da conta em relação ao Brasil como um todo”, pontua.

Um outro ponto destacado pela oposição no parlamento mineiro é a preocupação com a extinção da gratuidade ou descontos destinados às famílias em situação de vulnerabilidade social. Em São Paulo, a Sabesp diz que mantém três linhas de tarifas com benefícios.

"Existe a tarifa social, na Sabesp a gente tem três modelos de tarifa social, dois que cumprem a Legislação federal e uma terceira criada pelo próprio governo do estado para beneficiar um volume maior de pessoas. Antes da privatização, nós beneficiávamos 900.000 famílias, hoje nós estamos beneficiando 1.800.000 famílias, atingindo aí 5 milhões de pessoas da região atendida pela Sabesp”, afirma.

Em relação a outros estados, a empresa está prometendo entregar a universalização do saneamento em São Paulo até 2029, quatro anos antes do prazo estabelecido como meta no cenário nacional.

O Marco Legal do Saneamento determinou, por meio de lei, que todas as cidades brasileiras precisam ter 99% da população com água potável e mais de 90% dos brasileiros com coleta e tratamento de esgoto.

A determinação vale para estatais como a Copasa para e empresas privatizadas que fazem a gestão dos serviços nos Estados, como no caso da Sabesp. Prometendo um investimento de 70 bilhões nos próximos quatros anos, a gestão privatizada da Sabesp diz que irá alcançar o objetivo com antecedência.

“A meta do contrato é em 2029, então 4 anos antes do que o regime federal. R$ 70 bilhões de investimento é praticamente o equivalente ao que a gente tem investido hoje em toda a região que a gente atua em 52 anos de história, o que a gente chama de fazer 50 anos em 5”, conclui.

Deputado de oposição em SP faz críticas à gestão da Sabesp

O vice-líder da oposição a Tarcísio de Freitas (Republicanos) na Alesp, Guilherme Cortez, afirma que a privatização faz com que as empresas deixem de ter objetivo de atender o interesse público e passem a “priorizar o interesse privado de obter lucro para seus acionistas”.

“As pessoas não conseguem sequer falar com a Sabesp ou obter uma resposta satisfatória sobre quando a água será religada. Isso quando a água não está saindo contaminada — amarela, marrom — e em outras situações absurdas que nós vemos”, explicou.

De acordo com o parlamentar, reclamações de regiões inteiras que ficam sem água são frequentes e, após a privatização, o contato com a empresa para solucionar os problemas de abastecimento ficou mais difícil.

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Correspondente da Rádio Itatiaia em São Paulo. Apresentador do quadro Palavra Aberta e debatedor do Conversa de Redação. Ingressou na emissora em 2023. Começou no rádio comunitário aos 14 anos. Graduou-se em jornalismo pela PUC Minas. No rádio, teve passagens pela Alvorada FM, BandNews FM e CBN, no Grupo Globo. Na Band, ocupou vários cargos até chegar às funções de âncora e coordenador de redação na Band News FM BH. Na televisão, participava diariamente da TV Band Minas e do Band News TV. Vencedor de nove prêmios de jornalismo. Em 2023, foi reconhecido como um dos 30 jornalistas mais premiados do Brasil.

 

 

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