Cury vê ‘dronefobia’ em piadas sobre proposta contra feminicídio e quer integração das polícias
Candidato rebateu a repercussão da proposta de drones e apresentou medidas para combater o crime organizado

Candidato à Presidência, o escritor Augusto Cury (Avante) disse que foi injustiçado pela repercussão de sua proposta de uso de drones no combate ao feminicídio. Ele afirmou que a medida é apenas um dos pontos de seu plano. “A jornalista parece que tinha dronefobia”, afirmou Cury durante entrevista ao Jornal da Record neste sábado (19).
Durante a entrevista, Cury foi questionado sobre suas propostas para combater o crime organizado. Como principal medida, defendeu a integração das polícias, com o objetivo de acelerar a resposta às ocorrências e organizar o trabalho dos serviços de inteligência. Ele também propôs a construção de mais presídios federais de alta capacidade, além do bloqueio de sinais de comunicação dentro das unidades.
O entrevistador Eduardo Ribeiro levou a conversa para o tema da violência doméstica e citou a entrevista que Cury concedeu ao Jornal Nacional. Eduardo perguntou se o psiquiatra havia repensado a proposta dos drones, que gerou memes nas redes sociais pela forma como ele explicou a ideia. Augusto respondeu com bom humor, dizendo que a jornalista tinha “dronefobia”, mas ressaltou que o uso dos equipamentos é apenas um dos elementos do plano.
Ele detalhou que quer aumentar o número de delegacias especializadas em crimes contra a mulher, inclusive com atendimento 24 horas. Também propõe a criação de um aplicativo que poderia ser acionado pela mulher em caso de ameaça. Se não houver um policial disponível para atender à ocorrência naquele momento, o drone seria acionado e enviado até a localização indicada, com a emissão de um alerta sonoro. “Debocharam de algo que é um absurdo. O crime organizado já usa isso, a polícia também já usa. Nos principais países já usam isso. É apenas uma tecnologia”, afirmou.
Quem é Augusto Cury?
Augusto Jorge Cury tem 67 anos, é médico, psiquiatra e professor, mas ganhou notoriedade nacional por conta de seu trabalho como escritor. Ele já vendeu mais de 40 milhões de cópias em livros na categoria saúde mental e autoajuda. Nas eleições deste ano, Cury se apresenta como uma alternativa à polarização política que o Brasil vive desde a última década.
O candidato do Avante já alcançou os 11% de intenções de voto em uma pesquisa divulgada pela BTG/Nexus no fim de agosto. Já na semana passada, um novo levantamento apontou que Cury recuou e agora tem 6% dos votos, disputando o terceiro lugar com outros candidatos.
Jornalista formado pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC-MG). Atuou em assessoria de imprensa no Ministério Público do Trabalho de Minas Gerais (MPT-MG) e no setor de apuração da TV Alterosa. Cobre as eleições de 2026 para a Itatiaia.



