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Congresso põe em xeque cumprimento da meta fiscal de Haddad com propostas que aumentam despesas da União

PEC do Quinquênio compõe tríade de propostas do Congresso que atingem diretamente os cofres públicos

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Haddad disse que seus comentários sobre a política monetária é 'normal' • Gustavo Raniere | Ministério da Fazenda

A cobrança feita pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) por mais articulação entre o ministro Fernando Haddad (PT) e o Congresso Nacional coincide com o avanço da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) do Quinquênio, que cria um penduricalho para aumentar os salários de juízes e membros do Ministério Público. A PEC começou a tramitar no plenário do Senado Federal nesta terça-feira (23), e após aprovação na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), enfrentará forte resistência da base aliada ao Palácio do Planalto.

Além da desoneração, outra vitória do Congresso sobre o Palácio do Planalto também prejudica o fechamento das contas públicas: o Programa Emergencial de Retomada do Setor de Eventos (Perse). Os parlamentares firmaram posição pela manutenção do Perse; enquanto o ministério defendia a derrubada do programa.

Por acordo, o governo acatou o desejo de deputados e aceitou mantê-lo com uma condição: um programa mais enxuto contemplando 12 categorias ao invés dos 44 setores inicialmente beneficiados com a isenção fiscal concedida durante a pandemia de coronavírus. Essa proposta está prestes a ser aprovada e deve ir à votação em plenário, na Câmara dos Deputados, ainda nesta terça-feira. O programa será mantido até 2026 e deve gerar um impacto fiscal da ordem de R$ 15 bilhões — R$ 5 bilhões a cada ano.

Com as disputas perdidas em relação à desoneração para os municípios e o Perse, o governo aposta em barrar a PEC do Quinquênio e o ministro Haddad deve intervir nas negociações no Senado. O principal argumento contra a PEC é o rombo que a aprovação causaria nos cofres da União e dos Estados. Cálculos apresentados pelo líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), indicam uma despesa de R$ 42 milhões por ano com a aprovação da PEC.

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Repórter de política em Brasília. Na Itatiaia desde 2021, foi chefe de reportagem do portal e produziu série especial sobre alimentação escolar financiada pela Jeduca. Antes, repórter de Cidades em O Tempo. Formada em jornalismo pela Universidade Federal de Minas Gerais.