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Com a nova presidência da Frente Evangélica, Lula fica mais longe da bancada

O grupo com 138 deputados e 15 senadores defende pauta prioritariamente de costumes

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Advogado criminalista Alexander Barroso, interlocutor da Frente Parlamentar Evangélica para os assuntos jurídicos, conselheiro nacional de Política Criminal e Penitenciária do Ministério da Justiça e Segurança Pública; deputado Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), ex-presidente da Frente; deputado federal Paulo Freire (PL-SP); e deputado Eli Borges (PL), novo presidente da Frente Parlamentar Evangelica do Congresso Nacional.<br/> • Reprodução/Redes Sociais

A mudança na presidência da Frente Evangélica no Congresso Nacional pode afetar a relação da bancada com o Palácio do Planalto. Na última quarta-feira (7), o deputado federal Eli Borges (PL-TO) tomou posse como presidente, assumindo o posto de Silas Câmara (Republicanos-AM). A troca pode afastar ainda mais a bancada evangélica do governo.

Apesar de ter uma pauta ideológica e não partidária, a composição do grupo e a participação dos partidos no governo também ditam o ritmo da relação. O antigo presidente da frente é filiado ao Republicanos, partido que detem o ministério dos Portos e Aeroportos, ocupado pelo deputado federal Silvio Costa Filho. O novo presidente faz parte dos quadros do Partido Liberal, que compõe a oposição e é a sigla do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Interlocutor

No Congresso, a bancada evangélica tem 138 deputados (entre 513) e 15 senadores (entre 81). Os números expressivos fazem com que o governo necessite estabelecer o mínimo de diálogo com o grupo. Embora a mudança de comando da frente possa impor algumas dificuldades ao planalto, há pontes que podem ser construídas e mantidas. Além do própria Silas Câmara, a frente conta com um outro nome importante, Alexander Barroso, conselheiro nacional de Política Criminal e Penitenciária do Ministério da Justiça e Segurança Pública. O advogado é interlocutor da Frente para assuntos jurídicos e tem transito no judiciário, entre parlamentares petistas e com a bancada católica.

Pauta ideológica

O ponto de tensão entre os evangélicos e o governo, no momento, não é uma pauta ideológica, mas afeta diretamente o grupo. O Ministério da Fazenda derrubou a portaria que concedia isenção de tributos para líderes religiosos no mês passado e afetou em cheio os pastores. Para além da polêmica do momento, são questões de conflito entre o governo e os evangélicos pautas ligadas ao aborto e à família, por exemplo.

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Edilene Lopes é jornalista, cientista política, repórter e colunista da Itatiaia e analista da CNN Brasil. Com experiência em coberturas nacionais e internacionais, tem ampla experiência em entrevistas exclusivas com presidentes da República. Foi eleita a melhor repórter de rádio do Brasil pelo Troféu Mulher Imprensa e também venceu o Prêmio Jornalistas Negros +Admirados.

 

 

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