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Cleitinho vai ao TRF-6 tentar destravar obras do Rodoanel

Em outubro do ano passado, a Justiça Federal em Minas Gerais determinou a suspensão da licença prévia do governo de Minas concedida para a empresa INC SPA para o início das obras, principal promessa de Zema para a Grande BH, atendendo a um pedido de uma comunidade quilombola

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O governador Cleitinho Azevedo (Republicanos) e o desembargador Ricardo Rabelo
O governador Cleitinho Azevedo (Republicanos) e o desembargador Ricardo Rabelo • TRF-6/Divulgação

O governador eleito Cleitinho Azevedo (Republicanos) e o vice-governador eleito Luiz Eduardo Falcão (Republicanos) se reuniram, nessa quinta-feira (29/10), com o presidente do Tribunal Regional Federal da 6ª Região (TRF-6), desembargador Ricardo Rabelo. Na pauta da reunião estava o imbróglio judicial que trava as obras do Rodoanel Metropolitano de Belo Horizonte.

Segundo nota do TRF-6, Cleitinho manifestou interesse em contribuir para a construção de uma solução consensual envolvendo o estado e a consulta livre, prévia e informada (CLPI) a uma comunidade quilombola que afirma ser impactada pelo empreendimento. A obra era uma das principais promessas de campanha do ex-governador Romeu Zema (Novo), mas após anos de estudo e articulação com os municípios em torno do traçado, ainda não saiu do papel.

Ainda segundo o Tribunal, o desembargador explicou que o processo de negociação busca uma solução que considere os diferentes aspectos envolvidos na obra, como os impactos ambientais e as possíveis consequências para a população afetada.

Em entrevista exclusiva à Itatiaia na terça-feira (27), o ex-prefeito de Betim e deputado estadual eleito, Vittorio Medioli, membro da equipe de transição de Cleitinho e cotado para assumir uma secretária na Cidade Administrativa, disse que o governo eleito defende um novo traçado do Rodoanel e afirmou que há “dinheiro de sobra” nos cofres públicos para a obra.

“O nosso traçado é outro, não passa pela comunidade quilombola, porque o traçado do Zema estava errado. Nós gastamos fortunas de dinheiro mostrando para ele que não resolve nada, corta Ibirité, Betim e Contagem ao meio com uma linha de pedágio. Quem vai pagar pedágio para entrar e sair? É inviável, um absurdo. Tivemos várias reuniões mostrando que não dá. Foram seis anos com esse ‘lero-lero’ e não deu em nada”, disse.

Em outubro do ano passado, a Justiça Federal em Minas Gerais determinou a suspensão da licença prévia do governo de Minas concedida para a empresa INC SPA para o início das obras de construção do Rodoanel Metropolitano de Belo Horizonte.

A decisão obrigou o estado a consultar comunidades afetadas pela obra da nova rodovia. Na ocasião, a Federação das Comunidades Quilombolas apontou que a construção do Rodoanel "pode causar danos sociais irreparáveis”. Desde então, o projeto está parado.

“Tem dinheiro de sobra. Quando você entra na Região metropolitana, vindo de São Paulo, passando pelo Citrolândia, e agora tem um aeroporto que vai abrir ano que vem, o traçado do Rodoanel começa margeando o aeroporto. Ele atravessa Betim, entra em Sarzedo, vai no pé da Serra, atravessa Ibirité, o Barreiro e chega no Olhos d’Água. Quem mora em Nova Lima, quer ir para São Paulo, não passa mais pelo Anel Rodoviário, vai cair direto nessa via. O projeto está muito bem detalhado”, completou.

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Jornalista formado pela UFMG, Bruno Nogueira é repórter de Política, Economia e Negócios na Itatiaia. Antes, teve passagem pelas editorias de Política e Cidades do Estado de Minas, com contribuições para o caderno de literatura.

 

 

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