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Chefe da Abin depõe à PF nesta quinta por suspeita de espionagem ao Paraguai

As oitivas de Luiz Fernando Corrêa e Alessandro Moretti, ex-diretor-adjunto da agência, fazem parte da investigação sobre a 'Abin paralela'

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O diretor-geral da Abin, Luiz Fernando Corrêa • Pedro França/Agência Senado

O diretor-geral da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), Luiz Fernando Corrêa, e Alessandro Moretti, ex-diretor-adjunto do órgão, prestam depoimento à Polícia Federal nesta quinta-feira (17).

As oitivas fazem parte das investigações sobre a chamada “Abin Paralela”, que apura suspeitas de espionagem ilegal durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Um suposto ataque hacker promovido pela agência contra o Paraguai, com o objetivo de acessar informações sigilosas relacionadas às negociações sobre a Usina Hidrelétrica de Itaipu – administrada pelos dois países – foi o que motivou os depoimentos. A informação consta em uma oitiiva prestada à PF por um servidor da Abin.

Com isso, a corporação abriu um inquérito para investigar a possibilidade de que a antiga gestão da agência tenha atuado para dificultar as apurações sobre o caso.

Moretti foi exonerado do cargo no início de 2024, após as primeiras suspeitas virem à tona. Desde então, a permanência de Corrêa no comando da Abin tem sido alvo de questionamentos por parte de integrantes da base do governo Lula.

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Repórter de política em Brasília. Formado em jornalismo pela Universidade Federal de Viçosa (UFV), chegou na capital federal em 2021. Antes, foi editor-assistente no Poder360 e jornalista freelancer com passagem pela Agência Pública, portal UOL e o site Congresso em Foco.

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