Belo Horizonte
Itatiaia

Cármen Lúcia cobra punição para partidos que burlarem cotas femininas nas eleições municipais de 2024

Ministra do STF participou de encontro dos presidentes dos TREs em Belo Horizonte, na manhã desta sexta-feira (5)

Por
Ministra Cármen Lúcia participou de encontro com presidentes dos TREs nesta sexta-feira (5), em BH • Itatiaia

A ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal, afirmou que os tribunais eleitorais precisam atuar de maneira firme para impedir que partidos burlem as cotas mínimas de mulheres como candidatas nas eleições municipais de 2024.

Em discurso durante o 84º Encontro do Colégio de Presidentes dos Tribunais Regionais Eleitorais (Coptrel), grupo que reúne os dirigentes dos 27 TREs do país, na manhã desta sexta-feira (5), em Belo Horizonte, a ministra falou sobre os desafios do próximo pleito.

“Os partidos são obrigados, não é favor ou sugestão, mas obrigação de ter 30% de mulheres candidatas, e aí plantam candidaturas fictícias. Se a candidatura é irrisória, ou seja, nem a candidata votou nela mesma e há documentos mostrando ela fazendo campanha para outra pessoa, como vou considerar que isso é verdadeiro? Isso é uma fraude. É uma inclusão de candidatas apenas para fazer fingir que se cumpriu uma lei”, afirmou Cármen Lúcia.

Puxão de orelha

A ministra cobrou os gestores para que mostrem serviço, sem ficar fazendo festas e concedendo medalhas a apadrinhados. Cármen Lúcia vai presidir o Tribunal Superior Eleitoral nas eleições de outubro.

“Não é tempo de medalha, não é tempo de comemorações, porque para mantermos o mental e a confiança, o cidadão precisa saber que estamos trabalhando. É preciso manter nossa condição de juízes as 24 horas do dia, 7 dias da semana e todos os meses. Postura e compostura de juízes compenetrados, é uma fase difícil, não tem facilidades, ainda há muitos ressentimentos que precisam ser selados agora e acabados. Esta eleição é uma grande oportunidade para o Brasil se reencontrar com o que ele tem de melhor: a cordialidade com o diferente, que não é seu inimigo, mas apenas quem pensa diferente”, afirmou Cármen Lúcia.

Veja mais: TSE define critérios para fraudes à cota de gênero em nova resolução

A ministra fez, ainda, uma forte defesa das urnas eletrônicas e do sistema eleitoral brasileiro, ressaltando o compromisso dos tribunais eleitorais em assegurar a confiança do eleitor.

Por

Mineiro de Urucânia, na Zona da Mata. Mestre em Comunicação pela Universidade Federal de Ouro Preto (2024), mesma instituição onde diplomou-se jornalista (2013). Na Itatiaia desde 2016, faz reportagens diversas, com destaque para Política e Cidades.