Câmara aprova projeto que cria alerta para crianças e idosos desaparecidos em BH
Segundo o texto, o sistema funcionará por meio do envio de alertas regionais via SMS para celulares ativos em áreas próximas ao local onde o desaparecimento foi registrado

A Câmara Municipal de Belo Horizonte (CMBH) aprovou, em segundo turno, nesta quinta-feira (9), o projeto de lei que prevê a criação de um sistema de alertas para casos de desaparecimento de crianças, adolescentes e idosos na capital mineira. A proposta, de autoria do vereador Vile Santos (PL) e assinada por outros quatro parlamentares, institui o programa "Sentinela", inspirado em um modelo semelhante que já existe nos Estados Unidos.
Segundo o texto, o sistema funcionará por meio do envio de alertas regionais via SMS e outras tecnologias de comunicação para celulares ativos em áreas próximas ao local onde o desaparecimento foi registrado, de forma semelhante às mensagens emitidas pela Defesa Civil.
Como irá funcionar?
O projeto determina que as mensagens enviadas contenham informações essenciais para a identificação da pessoa desaparecida, como:
- Nome, foto, idade e características físicas;
- Local e data do desaparecimento;
- Número de contato para o envio de informações.
A emissão dos alertas, conforme o texto, será feita após o registro formal do desaparecimento junto aos órgãos competentes.
O projeto foi aprovado com um substitutivo apresentado pelo líder de governo na Casa, vereador Bruno Miranda (PDT). Com a nova redação, caberá ao Poder Executivo regulamentar o sistema de emissão dos alertas, definindo todos os procedimentos técnicos para sua implementação.
Nos Estados Unidos, o modelo é conhecido como "Amber Alert" (ou "Alerta Amber", em português). O sistema foi utilizado pela primeira vez no Brasil em 2024, após o sequestro de um bebê de dois meses, no Centro de Fortaleza. O protocolo foi acionado pela Polícia Civil do Ceará, que solicitou a ativação do sistema ao Ministério da Justiça.
Com a iniciativa, foi gerado um alerta para todos os usuários do Facebook e do Instagram em um raio de 160 quilômetros do local do desaparecimento. Os usuários receberam a imagem da criança sequestrada no feed das redes sociais. Segundo os investigadores, a ampla divulgação do alerta contribuiu para o resgate do bebê.
Em Belo Horizonte, conforme prevê o projeto, a prefeitura poderá firmar convênios com operadoras de telefonia móvel e órgãos de segurança pública estaduais e federais para viabilizar a implementação do programa. O gerenciamento ficará a cargo da Secretaria Municipal de Segurança, em articulação com a Polícia Civil e o Conselho Tutelar.
A proposta também prevê que, futuramente, o programa possa ser expandido para notificações em aplicativos oficiais e painéis de comunicação pública, como os instalados em terminais de ônibus e estações de metrô.
O texto segue agora para sanção ou veto do prefeito Álvaro Damião (União Brasil).
Graduada em Jornalismo pela Universidade Federal de Minas Gerais, com passagem pela Rádio UFMG Educativa. Na Itatiaia, já foi produtora de programas da grade e repórter da Central de Trânsito Itatiaia Emive.



