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Brasil volta a ter três governadoras após 20 anos; veja histórico de mulheres no comando dos estados

Apenas três candidatas dos 27 cargos em disputa ganharam a eleição de outubro. No 1º turno, Raquel Lyra (PSD) foi reeleita em Pernambuco. No 2º turno, também se reelegeram Celina Leão (PP), no Distrito Federal, e Mailza Assis (PP), no Acre

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Apenas três mulheres foram eleitas para comandar seus estados em 2026
Apenas três mulheres foram eleitas para comandar seus estados em 2026 • Reprodução/Redes Sociais

Apesar de ter aumentado o número de governadoras eleitas no pleito deste ano em relação a 2022, a presença de mulheres no comando dos estados ainda é tímida.  Apenas três candidatas dos 27 cargos em disputa ganharam a eleição de outubro. No 1º turno, Raquel Lyra (PSD) foi reeleita em Pernambuco. No 2º turno, também se reelegeram Celina Leão (PP), no Distrito Federal, e Mailza Assis (PP), no Acre.

  • Em 2022, foram apenas duas mulheres: Raquel Lyra e Fátima Bezerra (PT), que comanda o Rio Grande do Norte até hoje.
  • Em 2018, foi eleita apenas uma governadora: Fátima Bezerra.
  • Em 2014, também somente uma: Suely Campos (PP), que administrou o Estado de Roraima.
  • Em 2010, duas governadoras: Rosalba Ciarlini (antigo DEM) no Rio Grande do Norte e Roseana Sarney (antigo PMDB) passou a comandar o Maranhão.

A última vez que foram eleitas 3 governadoras foi em 2006, 20 anos atrás: Ana Júlia (PT) no Pará, Wilma de Faria (PSB) no Rio Grande do Norte e Yeda Crusius (PSDB) no Rio Grande do Sul.

Fazendo um recorte histórico apenas na Região Sudeste, a representatividade feminina é ainda mais baixa no comando dos estados. Minas Gerais, São Paulo e Espírito Santo nunca tiveram governadoras. O Rio de Janeiro teve apenas duas: Benedita da Silva (PT) governou o Estado somente durante o ano de 2002 depois da renúncia de Antony Garotinho (então no PSB) para disputar a Presidência da República. A esposa dele, Rosinha Garotinho (então no PSB) foi a única mulher eleita governadora do Rio. Administrou o Estado de 2003 a 2006.

No caso específico de Minas Gerais, além de nunca ter sido administrado por uma mulher, o Estado só teve uma vice-governadora: Júnia Marise (então no PMDB), entre 1987 e 1990 no Governo Newton Cardoso.

No Senado, as mineiras também tiveram pouca presença na história. A própria Júnia Marise foi a primeira mulher a ser eleita para a Câmara Alta do Congresso Nacional, em 1990, depois de décadas de supremacia dos homens. Depois disso, Regina Assunção (PTB), que era suplente de Arlindo Porto (também do PTB), exerceu o mandato entre 1996 e 1998 enquanto o titular foi ministro no Governo Fernando Henrique Cardoso (PSDB). E agora em 2026, depois de quase 30 anos, Minas Gerais voltou a ter uma senadora eleita: a ex-prefeita de Contagem, Marília Campos (PT).

Em relação à administração dos principais órgãos públicos de Minas Gerais, presença também quase nula delas. A Assembleia Legislativa, o Tribunal de Justiça e o Ministério Público nunca tiveram mulheres no comando. Somente a Defensoria Pública e o Tribunal de Contas.

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Eustáquio Ramos tem quase 30 anos de carreira, sendo 25 anos na Itatiaia, onde apresenta o Jornal da Itatiaia 1ª Edição e é repórter especial de Política. É pós-graduado em Comunicação Empresarial. Coautor da Enciclopédia do Rádio Esportivo Mineiro e do Manual de Pronúncia da Itatiaia. Já teve passagens também pela TV Assembleia, TV Bandeirantes, TV Horizonte, Record, Alterosa e Canal 23.

 

 

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