Bolsonaro diz que Simões tem 'credenciais', mas ressalta que foi só 'primeiro contato'
Em claro gesto de aproximação, Simões foi ao encontro estadual do PL, sentou-se ao lado de Bolsonaro e defendeu a união da direita

Em uma rápida conversa com a imprensa em meio aos apoiadores, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) afirmou que o governador de Minas Gerais em exercício, Mateus Simões (Novo), tem "credenciais". No entanto, Bolsonaro ponderou e afirmou que a reunião a portas fechadas desta quarta-feira, na Cidade Administrativa, foi apenas "o primeiro contato".
"É o primeiro contato hoje. Tem credenciais. Vou conversar com o Executivo do estado aqui para definir o apoio quando ele vir", destacou Bolsonaro de cima do teto de um dos carros da sua comitiva.
Questionado pela imprensa sobre qual a tendência de apoio, Bolsonaro brincou e demonstrou aproximação.
"Eu dei uma medalha pra ele, eu dei uma medalha pra ele", finalizou.
Bolsonaro estava se referindo à Mealhada 3Is, que ele deu a Simões na abertura do encontro. A medalha significa "imorrível, imbrochável e incomível”.
Embora tenha começado como uma brincadeira, a medalha virou um símbolo do bolsonarismo. Tradicionalmente, o ex-presidente entrega a medalha como um sinal de aproximação ou confiança em um quadro político.
Na semana passada, Bolsonaro entregou esta medalha para o presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab. No ano passado, a "honraria bolsonarista" também já foi entregue ao presidente da Argentina, Javier Milei, e para o deputado estadual, Bruno Engler (PL), que teve o apoio de Bolsonaro na disputa pela prefeitura de Belo Horizonte.
Bolsonaro abriu o discurso no encontro estadual do PL falando menção a Simões e entregando a medalha '3is'. “Queria ofertar a medalha 3Is ao nosso vice-governador Mateus Simões. Olha a responsabilidade, hein?”, brincou.
Durante o evento, Bolsonaro falou em união, mas não falou diretamente da disputa pelo Governo de Minas. O ex-presidente deu destaque à disputa pelo Senado Federal.
Simões também falou em união. No entanto, o governador em exercício dedicou o discurso para falar sobre a disputa pelo governo de Minas e pela Presidência da República.
"Eu quero dizer da minha alegria de estar aqui, em nome do governador Romeu Zema, comemorando a união. União que vai garantir que nós vamos tomar de volta o Brasil no voto no ano que vem. Não há necessidade de fazer nada diferente do que ir às ruas e às urnas para votar no ano que vem. É assim que nós vamos garantir o retorno do Brasil que a gente queria continuar construindo e que foi interrompido”, afirmou.
“Eu fico muito feliz de ouvir aqui na boca de Eduardo, irmão do nosso senador Cleitinho, na boca de Nikolas [Ferreira], e quero dizer da minha boca aqui: união, união no Estado, união federal, união para garantir que PT, nunca mais, que o Lula seja extirpado da história de Minas Gerais e do Brasil. Conte com o Minas Gerais, conte com o Romeu Zema, conte comigo", disse Simões a Bolsonaro.
Questionados pela Itatiaia, os principais nomes do PL deram entrevistas em único tom: a direita precisa se unir em torno de uma única candidatura na disputa pelo governo de Minas e para o Senado Federal. Apesar disso, as lideranças evitaram cravar quais serão os dois nomes que serão lançados para disputar o Palácio Tiradentes e a Câmara Alta, em 2026, com o apoio da direita mineira.
Correspondente da Rádio Itatiaia em São Paulo. Apresentador do quadro Palavra Aberta e debatedor do Conversa de Redação. Ingressou na emissora em 2023. Começou no rádio comunitário aos 14 anos. Graduou-se em jornalismo pela PUC Minas. No rádio, teve passagens pela Alvorada FM, BandNews FM e CBN, no Grupo Globo. Na Band, ocupou vários cargos até chegar às funções de âncora e coordenador de redação na Band News FM BH. Na televisão, participava diariamente da TV Band Minas e do Band News TV. Vencedor de nove prêmios de jornalismo. Em 2023, foi reconhecido como um dos 30 jornalistas mais premiados do Brasil.



