Belo Horizonte ganha política pública de incentivo à leitura; saiba como vai funcionar
Plano Municipal de Leitura, Literatura, Livro e Bibliotecas foi sancionado pelo prefeito Fuad Noman e prevê, inclusive, festival para reunir autores internacionais na cidade

Belo Horizonte passou a ter, desde esta sexta-feira (22), uma política municipal voltada ao incentivo à leitura. Isso porque o prefeito Fuad Noman (PSD) sancionou a lei que institui o
Plano Municipal de Leitura, Literatura, Livro e Bibliotecas. O pacote de medidas tem, por exemplo, tópicos que dão, ao poder público, a tarefa de estruturar campanhas em prol da valorização da leitura e da escrita, bem como a construção de guias com endereços de bibliotecas públicas, livrarias e sebos localizados em solo belo-horizontino.
O Plano Municipal do Livro tem, ainda, artigo que defende a divulgação, por parte da prefeitura, de publicações independentes e de selos editoriais que não compõem o mercado literário tradicional. A ampliação do número de bibliotecas públicas de BH também está na mira.
O pacote prevê, também, a realização do Festival Literário Internacional de Belo Horizonte (FLI-BH). O evento servirá para que autores locais possam divulgar suas obras. O intercâmbio entre escritores de diversas origens é outro objetivo. Segundo a lei do Plano do Livro, produtores literários independentes terão espaço garantido no FLI-BH.
Bibliotecas nas placas, nos ônibus e nos mapas
Uma das ações de divulgação das bibliotecas públicas de BH previstas na legislação sancionada por Fuad Noman prevê a divulgação dos endereços dos espaços nas placas que compõem a sinalização de transito na cidade. Os locais devem ser identificados, também, em espaços como os murais de avisos nos ônibus, os mapas do município e os guias turísticos distribuídos aos visitantes.
A lei faz menção, ainda, ao plano de “qualificar e ampliar os acervos bibliográficos, incluindo material acessível e tecnologias assistivas para pessoas com deficiência nas bibliotecas públicas e escolares”. A política de acessibilidade deve ser incluída, também, em bibliotecas comunitárias.
O Plano do Livro de BH foi recentemente aprovado pela Câmara Municipal. A ideia foi enviada ao Legislativo pelo prefeito Fuad.
Graduado em Jornalismo, é repórter de Política na Itatiaia. Antes, foi repórter especial do Estado de Minas e participante do podcast de Política do Portal Uai. Tem passagem, também, pelo Superesportes.
