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ALMG tem votação final sobre reajuste dos servidores, que deve ficar em 4,62%

Deputados vão a plenário nesta quinta-feira (6) para votação, em segundo turno, do projeto de Romeu Zema que concede recomposição da inflação de 2023 ao funcionalismo público

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Servidores marcaram presença na Assembleia em semana decisiva para votação do reajuste • Alexandre Netto / ALMG

O projeto de lei que concede reajuste de 4,62% nos salários dos servidores públicos estaduais civis e militares deve ser aprovado nesta quinta-feira (6). Uma sessão plenária para analisar a proposta do governador Romeu Zema (Novo) foi marcada para as 10h na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG).

A expectativa é de aprovação do índice, embora parlamentares da oposição e deputados ligados às forças de segurança garantam que tentarão, ainda, uma última tentativa para chegar a um reajuste maior, de 10,67%.

O Projeto de Lei 2.309/2024, de autoria de Zema, chegou à Assembleia no início do mês passado e teve uma tramitação arrastada. De início, o governador ofereceu 3,62% de reajuste para todo o funcionalismo público — índice inferior ao apurado pela inflação do ano passado. Com o passar das semanas o governo se viu isolado, tanto pela pressão crescente dos servidores públicos — que ameaçaram greve e se mobilizaram para acompanhar as discussões na ALMG — quanto da oposição e até mesmo de parlamentares da própria base de apoio no Legislativo mineiro.

Nesta terça-feira (4), Zema gravou um vídeo se comprometendo com o aumento de um ponto percentual no índice oferecido, o que chegava à inflação de 4,62%.

Deputados apresentaram mais de 50 emendas ao texto, propondo reajustes maiores, mas as mudanças foram rejeitadas tanto em plenário como na Comissão de Fiscalização Financeira e Orçamentária (FFO). No entanto, a expectativa para a sessão de hoje é que as propostas sejam reapresentadas para testar a fidelidade da base de apoio a Zema no Parlamento.

Nesta semana, quando o governo Zema aceitou propor uma emenda para elevar de 3,62% para 4,62%, o líder do governo, João Magalhães (MDB) afirmou que este era o "limite".

"O governo já chegou no limite, que é a reposição da inflação do ano anterior. Respeitamos a iniciativa da oposição, mas vamos trabalhar para que as emendas sejam rejeitadas", disse na ocasião

Para a deputada Beatriz Cerqueira (PT), os servidores devem manter a mobilização já que, para as próximas semanas, está prevista a retomada da tramitação de projetos que alteram a contribuição previdenciária tanto de servidores civis como militares.

"O governo sai derrotado e desgastado com os servidores, que estão bastante indignados. Daqui a pouco, o governo vai tentar avançar com o projeto que quer acabar com o Ipsemg e nós continuaremos uma luta importante aqui na Casa. Não adianta você ter um reajuste tão pequeno que é o que o governo está propondo e depois ele vai ser totalmente retirado", alertou.

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Editor de política. Foi repórter no jornal O Tempo e no Portal R7 e atuou no Governo de Minas. Formado em Comunicação Social pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), tem MBA em Jornalismo de Dados pelo IDP.

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Correspondente da Rádio Itatiaia em São Paulo. Apresentador do quadro Palavra Aberta e debatedor do Conversa de Redação. Ingressou na emissora em 2023. Começou no rádio comunitário aos 14 anos. Graduou-se em jornalismo pela PUC Minas. No rádio, teve passagens pela Alvorada FM, BandNews FM e CBN, no Grupo Globo. Na Band, ocupou vários cargos até chegar às funções de âncora e coordenador de redação na Band News FM BH. Na televisão, participava diariamente da TV Band Minas e do Band News TV. Vencedor de nove prêmios de jornalismo. Em 2023, foi reconhecido como um dos 30 jornalistas mais premiados do Brasil.