Defesa de Robinho recorre a tratado de 1993 para tentar impedir prisão por estupro
Superior Tribunal de Justiça (STJ) começou a julgar nesta quarta (20) pedido da Itália para que sentença de 9 anos de prisão por estupro seja cumprida no Brasil

Advogado de Robinho, José Eduardo Rangel de Alckmin recorreu a um tratado de cooperação jurídica entre Brasil e Itália para tentar impedir que o jogador de futebol cumpra, em solo brasileiro, a sentença a 9 anos de prisão pelo crime de estupro à qual foi condenado pela corte estrangeira há dois anos. Alckmin apresentou o argumento nesta quarta-feira (20) à tarde, após o início da sessão do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que começou a julgar um pedido da justiça italiana pela homologação da sentença no Brasil — ou seja, uma pedido para Robinho cumprir a pena no sistema prisional brasileiro.
"No início do processo, diz-se que o grupo teria induzido a vítima a beber para depois se aproveitar dela. Depois, na condenação, se diz outro fato: quando a pessoa está absolutamente sem capacidade de agir. Ou seja, muda-se o fato. primeiro, há convencimento da vítima a fazer algo que normalmente não admitiria. Segundo, há constrangimento, porque aproveita-se de alguém desacordado e ausente de condições físicas", afirmou. "Aqui acho que precisa ser melhor instruída essa história, porque há muitas dúvidas", contestou Alckmin.
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Repórter de política em Brasília. Na Itatiaia desde 2021, foi chefe de reportagem do portal e produziu série especial sobre alimentação escolar financiada pela Jeduca. Antes, repórter de Cidades em O Tempo. Formada em jornalismo pela Universidade Federal de Minas Gerais.



