Acusado por assédio sexual, secretário de Esportes de Confins volta ao cargo
Sindicância que apurou o caso isentou Joe Blaine Ramos de ter agarrado e perseguido ex-funcionária

Acusado de assédio sexual por uma ex-funcionária, o secretário municipal de Esportes e Lazer de Confins, na região metropolitana de Belo Horizonte (RMBH), Joe Blaine Ramos, foi reconduzido ao cargo. Joe foi afastado das funções no dia 20 de janeiro deste ano, após a jovem de 21 anos registrar um boletim de ocorrência para relatar assédio sexual. A sindicância que apurou o caso isentou o secretário. A conclusão foi divulgada no Diário Oficial do Município foi publicada na última segunda-feira (6).
“Após oitiva das partes, de oito testemunhas, provas documentais, vídeos e áudios, concluíram que não há provas suficientes que demonstrem que o servidor concorreu para a prática do fato”, diz parte do texto. A comissão de sindicância foi composta pelos servidores José Aparecido Pinto, Ardicema Tatiane Barbosa e Decarlos Alex Costa.
Diante da decisão, a prefeitura determinou o “arquivamento dos autos, nos termos do art. 206, inciso I, da Lei Complementar n. ° 9, de 10 de julho de 2000, ante a insuficiência de elementos formadores da conduta praticada” e o “retorno do secretário Municipal de Esportes e lazer para o exercício de suas funções”.
Relembre
No boletim de ocorrência, a jovem disse que Joe teria tentado agarrá-la depois de falar que ela estava cheirosa e pedir um abraço. A vítima ainda disse que foi perseguida no trabalho depois da negativa contra o então chefe.
De acordo com a Prefeitura de Confins, o afastamento se deu como medida cautelar para que os fatos sejam apurados.
"Essa administração não compactua com qualquer tipo de violência ou atitude de desrespeito a qualquer pessoa e condena qualquer atitude relacionada à assédio moral e sexual, com isso a comissão atuará com destemor, Rigor e transparência, fazendo tudo o que estiver ao seu alcance, para que as investigações esclareçam efetivamente os fatos", destacou o Executivo municipal ao afastar o servidor.
"Neste momento, qualquer juízo de valor sobre o caso seria uma odiosa, prematura e injusta postura, o que justifica ainda mais o afastamento em apreço, para também preservar a pessoa do Secretário que tão bem vinha desempenhando suas atividades na condução da pasta", completa o documento.
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