Acordo de Mariana: chefe do MP de Minas cita avanço na proposta da Vale, mas quer prazos mais curtos
Mineradora apresentou proposta de R$ 90 bilhões para reparação de danos pelo rompimento de barragem em 2015

A proposta de R$ 90 bilhões apresentada pela Vale como reparação pelos danos causados pelo rompimento da barragem em Mariana, em 2015, foi considerada um avanço pelo procurador-geral do Ministério Público de Minas Gerais, Jarbas Soares.
O chefe do MPMG, no entanto, afirmou que as definições sobre os prazos e um acréscimo no montante devido pela mineradora ainda devem ser discutidos junto ao Tribunal Regional Federal (TRF-6).
Jarbas Soares destacou que, principalmente em relação aos povos atingidos pelo rompimento da barragem, os prazos devem ser os mais curtos possíveis para as indenizações.
“Entendemos que é um passo relevante. As propostas apresentadas até agora eram incompatíveis com a grandeza do impacto e dos danos que foram gerados para as populações de Minas e do Espírito Santo. Agora poderemos conversar mais concretamente. Temos obrigações ainda pendentes, que devem ficar mais claras e solucionadas. Temos também que definir os prazos dos desembolsos, entendemos que, sobretudo os atingidos, os prazos têm que ser mais curtos já que eles sofrem os danos há mais tempo. No valor, também achamos que deve haver ainda um incremento para que cheguemos em algo que seja compatível com todos os problemas”, afirmou Soares.
“Aguardamos agora a audiência que será marcada pelo TRF para ver se podemos concluir esse acordo. Mas, obviamente que a manifestação da empresa traz novas luzes para a busca de um entendimento”, concluiu o chefe do MP de Minas Gerais.
Nova proposta
A mineradora Vale confirmou, nesta quarta-feira (29) ter oferecido uma proposta de R$ 90 bilhões para repactuação dos danos provocados com o rompimento da barragem da Samarco, sua subsidiária, em Mariana (MG), em novembro de 2015. Ao todo, a mineradora calcula uma cifra de R$ 127 bilhões, mas considera já ter pago R$ 37 bilhões “em valores já investidos em remediação e compensação”.
Dos R$ 90 bilhões, segundo Fato Relevante publicado aos acionistas nesta segunda-feira (29), a Vale diz que R$ 72 bilhões serão pagos ao longo de um período ao governo federal, aos governos de Minas Gerais e Espírito Santo e aos municípios atingidos. O documento não detalha qual período seria esse. Os outros R$ 18 bilhões são “obrigações de fazer”.
Editor de Política. Formado em Comunicação Social pela PUC Minas e em História pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Já escreveu para os jornais Estado de Minas, O Tempo e Folha de S. Paulo.
Correspondente da Rádio Itatiaia em São Paulo. Apresentador do quadro Palavra Aberta e debatedor do Conversa de Redação. Ingressou na emissora em 2023. Começou no rádio comunitário aos 14 anos. Graduou-se em jornalismo pela PUC Minas. No rádio, teve passagens pela Alvorada FM, BandNews FM e CBN, no Grupo Globo. Na Band, ocupou vários cargos até chegar às funções de âncora e coordenador de redação na Band News FM BH. Na televisão, participava diariamente da TV Band Minas e do Band News TV. Vencedor de nove prêmios de jornalismo. Em 2023, foi reconhecido como um dos 30 jornalistas mais premiados do Brasil.




