A frente do CNPG, Jarbas quer propor MP com menos processos e mais resultados
Novo presidente do Conselho Nacional dos Procuradores-gerais do Ministério Público dos Estados e da União tomou posse nesta quarta-feira, em Brasília

Recém-empossado como presidente do Conselho Nacional dos Procuradores-Gerais do Ministério Público dos Estados e da União (CNPG), o procurador-geral de Justiça de Minas Gerais, Jarbas Soares Júnior, já planeja seus próximos passos à frente do cargo. Em entrevista após a cerimônia, o procurador revelou que pretende levar adiante a ideia de um Ministério Público mais próximo da política.
Segundo o procurador mineiro, a ideia seria tornar o órgão responsável pelas acusações judiciais menos ‘punitivo’ e mais ‘propositivo’, apresentando soluções que seguem o modelo adotado por Jarbas à frente do seu quarto mandato como procurador-geral do Estado.
“Nós estamos [Ministério Público] passando por uma fase de transição, da pós-Lava Jato, então a ideia nossa é dar uma organizada junto com os procuradores-gerais nesse modelo de Ministério Público mais voltado para resultados do que para processos. É uma construção coletiva, o Brasil inteiro participa e nós acreditamos que o ministério público está maduro para esse momento”, avaliou.
Política em peso
A cerimônia de posse do novo presidente do CNPG foi prestigiada por quase toda a bancada de deputados estaduais, além de deputados federais e prefeitos mineiros das mais diferentes legendas. Entre os presentes estavam o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), o presidente da Assembleia Legislativa do Estado, Tadeu Leite (MDB) e o presidente da Câmara Municipal de Belo Horizonte, Gabriel Azevedo (MDB).
Além das figuras mineiras, também estiveram presentes nomes como Procurador-geral de Justiça, Paulo Gonet e o presidente da Congresso Nacional, senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG), e ministros do Superior Tribunal de Justiça (STJ) e do Supremo Tribunal Federal (STF). Após a cerimônia, que foi realizada na sede do Ministério Público Federal, em Brasília, Jarbas comentou sobre essa proximidade com o universo político, incomum entre membros do Ministério Público.
“Nós estamos levando as nossas boas experiências, inclusive as relações com os prefeitos e prefeitas, que era muito ruim, para o Brasil, por nós precisamos conversar. Eu sempre falo que os prefeitos e prefeitas não são corruptos. São corruptos que podem estar ocupando esses cargos, mas eles são dirigentes eleitos pelo povo e nós devemos respeito a eles e construir soluções”, pontou Jarbas, que complementa “Juiz erra, promotor erra, todo mundo erra. Mas nós temos que separar o que desvio, o que é dolo, do que é erro normal, e o Ministério Público tem que ter a grandeza de entender isso pois nós não podemos nos afastar da política”, concluiu.
O procurador-geral de Minas fica no cargo até dezembro, quando se encerra seu quarto mandato à frente do Ministério Público de Minas Gerais.
Supervisor da Rádio Itatiaia em Brasília, atua na cobertura política dos Três Poderes. Mineiro formado pela PUC Minas, já teve passagens como repórter e apresentador por Rádio BandNews FM, Jornal Metro e O Tempo. Vencedor dos prêmios CDL de Jornalismo em 2021 e Amagis 2022 na categoria rádio



