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Lula quer aproveitar cúpula do G20 para se reunir com Trump

Movimentação ocorre após declarações de Trump e em meio a um reequilíbrio de forças diplomáticas; a questão do agrément para o embaixador Daniel Perez também está em pauta

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Donald Trump e Lula • X/Reprodução

Integrantes do governo Lula trabalham com a expectativa de uma reunião bilateral entre o presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva e o ex-presidente dos Estados Unidos Donald Trump ainda em 2024. O encontro pode ocorrer às margens da cúpula do G20, em Miami, na Flórida, marcada para os dias 14 e 15 de dezembro. A possibilidade surgiu após Trump declarar que falaria com Lula, e o Brasil considera tomar a iniciativa para o diálogo.

Até o momento, nenhum dos lados fez um pedido formal para o encontro. Contudo, conforme apuração da âncora Débora Bergamasco para o CNN 360º desta quarta-feira (4), o governo brasileiro avalia a possibilidade de tomar a iniciativa caso não haja um sinal do lado americano. A expectativa por um diálogo surgiu depois que Trump declarou publicamente que falaria com Lula. Ao ser questionado sobre a vitória eleitoral do presidente brasileiro, o ex-presidente americano afirmou que entraria em contato.

"Vitória que, aliás, Trump ainda não reconheceu, nem parabenizou, mas disse que vai falar com Lula", destacou Bergamasco. Ainda de acordo com a âncora, o governo brasileiro não formalizou o pedido de reunião bilateral por considerar que é prematuro. No entanto, se não houver sinalização dos Estados Unidos, o Brasil deve tomar a frente e solicitar o encontro.

Essa movimentação diplomática também considera o que o governo brasileiro descreve como um reequilíbrio de forças na relação entre os dois países. "O governo Lula está empoderado, foi reeleito, renovou seu capital político, e há o enfraquecimento de Donald Trump, com essa derrota dos republicanos no Congresso americano", afirmou Bergamasco.

Outro ponto central nas tratativas diplomáticas é a questão do agrément de Daniel Perez para assumir a embaixada dos Estados Unidos no Brasil. O governo brasileiro avalia conceder esse aval ainda em 2024, como um gesto para tornar mais fluida a relação diplomática entre as duas nações. A embaixada americana no Brasil está sem embaixador desde o início do governo Trump. Após a indicação de Daniel Perez, que foi considerada atabalhoada pelo lado brasileiro, o governo deixou a nomeação pendente.

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