8 de janeiro: STF começa a julgar esta semana as primeiras ações penais
Os quatro réus são acusados de participação nos atos de depredação dos prédios públicos da Praça dos Três Poderes. Somadas, as penas podem chegar a 30 anos de reclusão

O plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) vai iniciar esta semana o julgamento das primeiras quatro ações penais contra acusados de participação nos atos antidemocráticos do dia 8 de janeiro. As sessões extraordinárias irão ocorrer na próxima quarta-feira (13) e quinta-feira (14), a partir das 9h30. Nos processos, os réus Aécio Lúcio Costa Pereira, Thiago de Assis Mathar, Matheus Lima de Carvalho Lazaro e Moacir José dos Santos respondem pelas práticas de associação criminosa armada, abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado.
Os quatro réus são acusados de participar da execução do ato de vandalismo contra os prédios públicos da Praça dos Três Poderes. Aécio Pereira foi preso em flagrante por agentes da polícia legislativa do Senado, dentro do prédio. Thiago Mathar e Moacir dos Santos foram presos no interior do Palácio do Planalto, enquanto Matheus Lázaro invadiu o Congresso Nacional, mas só foi capturado por policiais na Praça do Buriti, sede do governo do Distrito Federal, que fica a cerca de 5 quilômetros da Praça dos Três Poderes.
Moacir José dos Santos teve a prisão preventiva revogada no dia 8 de agosto, em decisão proferida pelo ministro Alexandre de Moraes. O réu cumpre medidas cautelares, tais como o uso de tornozeleira eletrônica e a proibição de sair de casa à noite nos finais de semana, tendo a obrigação de se apresentar a um juiz toda segunda-feira. Moacir dos Santos também não pode sair do Brasil, manter contato com os envolvidos nos atos golpistas e utilizar as redes sociais. Os demais réus, seguem presos preventivamente.
Na abertura do julgamento, o ministro do STF Alexandre de Moraes vai fazer a leitura do relatório, que é o resumo do caso e das movimentações do processo. Ele será o primeiro a votar. Em seguida, o ministro Nunes Marques, que é o revisor, pode apresentar alguns apontamentos. A Procuradoria-Geral da República (PGR) fará a acusação, enquanto os advogados irão apresentar as defesas dos réus. Os casos serão julgados individualmente. Somadas, as penas podem chegar a 30 anos de reclusão.
Repórter da Itatiaia desde 2018. Foi correspondente no Rio de Janeiro por dois anos, e está em Brasília, na cobertura dos Três Poderes, desde setembro de 2020. É formado em Jornalismo pela FACHA (Faculdades Integradas Hélio Alonso), com pós-graduação em Comunicação Eleitoral e Marketing Político.
