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Ex-colega de ministério, Moro defende investigações contra Ciro Nogueira

Em agenda na capital paulista, nesta sexta-feira (8), o senador e pré-candidato ao governo do Paraná afirmou ainda que "as pessoas que cometeram crime que arquem com as consequências"

Por, de São Paulo
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O senador e pré-candidato ao governo do Paraná, Sérgio Moro (PL), comentou, na manhã desta sexta-feira (8), durante uma agenda em São Paulo, sobre a operação da Polícia Federal que teve como alvo o senador Ciro Nogueira (PP), de quem foi colega como ministro na gestão de Jair Bolsonaro.

Moro evitou falar diretamente sobre Nogueira, mas afirmou que todo crime precisa ser investigado.

“Eu fui ministro da Justiça e Segurança Pública e fui juiz por 22 anos. Então, na minha opinião, todos esses fatos têm que ser investigados e as pessoas que cometeram crimes que arquem com as consequências. O que a gente quer nesse país e o que a gente está precisando é lei e ordem [...] Criminoso é criminoso, seja o menor ou seja o maior, todos têm que ser punidos”, afirmou o senador.

Ciro Nogueira (PP), que é presidente do partido Progressistas, foi alvo da Operação Compliance Zero, da Polícia Federal, nessa quinta-feira (7). O objetivo da ação é aprofundar investigações sobre um esquema de corrupção, lavagem de dinheiro, organização criminosa e crimes contra o Sistema Financeiro Nacional.

As investigações ainda apontam que Nogueira recebeu "vantagens indevidas" do ex-banqueiro e dono do extinto Banco Master, Daniel Vorcaro.

Segundo relatório da PF, o parlamentar teria apresentado uma emenda com objetivo de ampliar a cobertura do FGC (Fundo Garantidor de Crédito) de R$ 250 mil para R$ 1 milhão. A suspeita é de que o instrumento teria sido elaborado com participação de integrantes do Banco Master.

Além disso, "no plano patrimonial, aponta-se a percepção de vantagens reiteradas, materializadas por pagamentos mensais, aquisição societária com expressivo deságio, custeio de despesas pessoais e fruição de bens de elevado valor, além de indícios de recebimento de numerário em espécie".

Sérgio Moro afirmou ainda que fez a parte dele em relação às investigações. “Da minha parte, e eu assinei todas as CPIs que haviam, CPI do Banco Master, CPMI, participei da CPMI do INSS, estava lá na CPI do crime organizado e tentamos apurar o escândalo do Banco Master”, finalizou.

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Yuri Cavalieri é jornalista e pós-graduado em política e relações internacionais. Tem mais de 13 anos de experiência em rádio e televisão. É correspondente da Itatiaia em São Paulo. Formado pela Universidade São Judas Tadeu, na capital paulista, começou a carreira na Rádio Bandeirantes, empresa na qual ficou por mais de 8 anos como editor, repórter e apresentador. Ainda no rádio, trabalhou durante 2 anos na CBN, como apurador e repórter. Na TV, passou pela Band duas vezes. Primeiro, como coordenador de Rede para os principais telejornais da emissora, como Jornal da Band, Brasil Urgente e Bora Brasil, e repórter para o Primeiro Jornal. Em sua segunda passagem trabalhou no núcleo de séries e reportagens especiais do Jornal da Band.