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Câmara aprova o 1º projeto do pacote de corte de gastos do governo federal

Projeto de lei complementar condiciona novas despesas ao cumprimento do arcabouço fiscal e permite o bloqueio de emendas parlamentares

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O presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), e o ministro da Fazenda, Fernando Haddad • Lula Marques/ Agência Brasil

A Câmara dos Deputados aprovou, na noite desta terça-feira (17), o texto-base do projeto de lei complementar que condiciona novas despesas ao cumprimento do arcabouço fiscal e permite o bloqueio de emendas parlamentares. A medida integra o pacote de corte de gastos do governo federal.

Foram 318 votos a favor e 149 contrários à proposta. Ainda faltam a análise dos destaques, sugestões dos deputados que podem alterar a proposta original. Um deles trata do fim do SPVAT, seguro criado neste ano que substituiu o DPVAT.

O projeto também autoriza o contingenciamento e o bloqueio de emendas parlamentares até a mesma proporção aplicada às outras despesas discricionárias (não obrigatórias), limitado a 15%, para atender às normas do arcabouço fiscal.

Entretanto, o texto impede que o espaço aberto com o bloqueio das emendas seja usado para aumento ou criação de despesas não obrigatórias.

A proposta possibilita ainda que, de 2025 a 2030, o saldo positivo dos seguintes fundos sejam usados para abater a dívida pública:

  • Fundo de Defesa de Direitos Difusos (FDD);
  • Fundo Nacional de Segurança e Educação de Trânsito (FUNSET);
  • Fundo do Exército;
  • Fundo Aeronáutico;
  • Fundo Naval.
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Repórter de política em Brasília. Formado em jornalismo pela Universidade Federal de Viçosa (UFV), chegou na capital federal em 2021. Antes, foi editor-assistente no Poder360 e jornalista freelancer com passagem pela Agência Pública, portal UOL e o site Congresso em Foco.

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