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Viajar com o pet no frio: como garantir a segurança e o conforto do seu animal

A queda nas temperaturas exige cuidados redobrados na hora de pegar a estrada com seu animal de estimação

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Onde é o melhor lugar para o seu cachorro dormir no frio?
A exposição prolongada a baixas temperaturas pode causar estresse térmico, queda de imunidade e até mesmo agravar quadros de dores articulares em animais mais velhos • Freepik

O inverno e as frentes frias mudam não apenas a nossa rotina, mas também a dos nossos animais de estimação. Quem planeja viajar de carro com o pet no feriado e vai enfrentar o frio, o planejamento deve ir além de separar a ração e a coleira.

A exposição prolongada a baixas temperaturas pode causar estresse térmico, queda de imunidade e até mesmo agravar quadros de dores articulares em animais mais velhos. Para garantir que a viagem seja segura e livre de imprevistos, o mais importante é aliar as orientações veterinárias às leis de trânsito.

O perigo do vento gelado e a legislação

Muitos tutores acreditam que o animal está protegido apenas por estar dentro do carro. No entanto, o controle da temperatura interna é fundamental. Diretrizes do Conselho Federal de Medicina Veterinária (CFMV) alertam para o perigo das mudanças bruscas de temperatura e recomenda que o interior do veículo seja mantido climatizado e agradável, sem excesso de ar-condicionado frio.

A prática de deixar o cão viajar com a cabeça para fora da janela, muito comum no país, é um risco ainda maior nos dias frios. Além de o vento gelado causar desconforto e potenciais inflamações oftalmológicas ou respiratórias, a prática é uma violação legal.

O Código de Trânsito Brasileiro (CTB) é a principal fonte que regulamenta o transporte seguro de animais e proíbe comportamentos que coloquem o pet e os passageiros em risco. O texto legal determina, em seu Artigo 235, que é infração grave "conduzir pessoas, animais ou carga nas partes externas do veículo, salvo nos casos devidamente autorizados".

Além disso, o tutor que leva o pet solto no colo, perto do volante, também está cometendo uma infração de trânsito. O Artigo 252 do CTB proíbe explicitamente dirigir o veículo "transportando pessoas, animais ou volume à sua esquerda ou entre os braços e pernas".

Ou seja: para a própria segurança, o pet precisa viajar no banco traseiro, abrigado do vento frio e em conformidade com as exigências da lei.

Dicas para a estrada nos dias gelados

Para que o trajeto não seja uma experiência traumática, adote estas práticas preventivas, listadas pela Itatiaia com base nas diretrizes do CFMV:

  • Atenção extra aos idosos: cães e gatos mais velhos sofrem mais com o frio devido ao desgaste nas articulações, como a artrose. Certifique-se de que o equipamento de transporte é macio o suficiente.
  • Roupinhas com moderação: cães de pelo curto ou de raças pequenas se beneficiam de agasalhos no frio. Porém, se o interior do veículo aquecer com o ar-condicionado ou com o sol batendo nos vidros, retire a roupinha para evitar o superaquecimento do animal.
  • Nunca deixe o pet sozinho no carro: assim como os veículos viram "estufas" perigosas no verão, o efeito reverso ocorre no inverno. A lataria esfria rapidamente e o carro pode se tornar um ambiente gelado, expondo o animal ao risco de hipotermia.

Hidratação nas paradas: No frio, os animais tendem a beber menos água, o que pode causar desidratação silenciosa. Ofereça água em temperatura ambiente sempre que parar o veículo.

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Jessica de Almeida é repórter multimídia e colabora com reportagens para a Itatiaia. Tem experiência em reportagem, checagem de fatos, produção audiovisual e trabalhos publicados em veículos como o jornal O Globo e as rádios alemãs Deutschlandfunk Kultur e SWR. Foi bolsista do International Center for Journalists.