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Itatiaia

Tutores de pets com deficiência auditiva podem ter acesso à comunicação inclusiva; saiba

Algumas funcionalidades: implementação da leitura de tela para pessoas com deficiência visual e a tradução automática para Libras para pessoas com deficiência auditiva

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Sem tradução em Libras ou recursos visuais adaptados, grande parte dos tutores pode ficar sem acesso pleno a orientações importantes • Divulgação

Informar sobre saúde animal deveria significar levar informação a todos os tutores, inclusive aqueles que são surdos ou têm deficiência auditiva. De acordo com dados mais recentes do IBGE, no Brasil há mais de 10 milhões de pessoas com alguma deficiência auditiva. Desse total, aproximadamente 2,3 milhões são surdos, com deficiência severa.

A comunicação inclusiva, de acordo com a Special Dog, reforça que todos os tutores, independentemente de condição sensorial, têm direito de entender, agir e cuidar de seus pets com autonomia.

A Itatiaia preparou uma lista de boas-práticas em acessibilidade para tutores surdos interessados no cuidado animal:

  • tradução em Libras de conteúdos de orientação (vídeos, tutoriais, webinars) sobre rotina, saúde, comportamento e primeiro atendimento;
  • uso de legenda e linguagem visual simples para auxiliar compreensão;
  • estrutura de site acessível, com plugin ou recurso dedicado que permita ativar tradução em Libras ou intérprete virtual;
  • abordagem consciente: fornecer todas as etapas, desde cuidados preventivos até emergências, em modo acessível;
  • promoção de uma cultura de tutoria inclusiva, em que profissionais de saúde animal (veterinários, clínicas, ONGs) reconheçam e adaptem sua comunicação às necessidades dos tutores.
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Jessica de Almeida é repórter multimídia e colabora com reportagens para a Itatiaia. Tem experiência em reportagem, checagem de fatos, produção audiovisual e trabalhos publicados em veículos como o jornal O Globo e as rádios alemãs Deutschlandfunk Kultur e SWR. Foi bolsista do International Center for Journalists.