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Seu gato come graminha? Descubra por que isso faz bem à saúde e ao comportamento

Oferecer graminha ao gato é uma forma eficaz de promover o bem-estar e a saúde do animal

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O consumo regular de graminha por gatos domésticos pode também prevenir complicações gastrointestinais
Vale lembrar que muitos desses animais estão em situação de rua ou abandono, e não têm controle sobre os locais que frequentam • Freepik

Gatos são animais carnívoros, mas ainda assim é comum observá-los mordiscando plantas ou grama.

Segundo a médica-veterinária Yumi Hirai, certificada como Cat Friendly Veterinary, mordiscar a grama é um comportamento natural dos gatos. “Principalmente para aqueles com estilo de vida indoor, a grama funciona como entretenimento para o animal e reduz o estresse”, destaca.

Ela pode também ter efeito laxativo e ajudar a eliminar tricobezoares, as populares bolas de pelo.

De acordo com a International Cat Care, "a ingestão de fibras vegetais, como a graminha, auxilia a estimular o trânsito intestinal e pode reduzir a formação de tricobezoares".

Esse benefício é ainda mais importante para gatos de pelagem longa, como Persas e Maine Coons, que são mais propensos a desenvolver tricobezoares. Além disso, a graminha é rica em fibras, minerais e vitaminas A e D, contribuindo para a saúde geral do animal.

Como oferecer graminha ao gato

Para garantir a segurança e a eficácia da graminha, os tutores devem, de acordo com o portal BR Cats, escolher as opções adequadas e oferecê-las corretamente:

  • Escolha graminhas específicas para gatos: variedades como trigo, aveia, centeio, cevada e alfafa são seguras e nutritivas;
  • Evite plantas tóxicas: algumas plantas domésticas podem ser prejudiciais aos gatos. Certifique-se de que a graminha oferecida seja livre de agrotóxicos e segura para consumo;
  • Cultive em casa: no mercado há opções de graminha já cultivada ou kits para plantar em casa. O cultivo é simples e pode ser uma atividade prazerosa para o tutor;
  • Deixe à disposição: gatos tendem a consumir a graminha de forma moderada. Por isso, deixe o vaso acessível para que o animal possa mordiscar quando sentir necessidade.

De acordo com orientação da veterinária comportamentalista Rita Ericson, diretora da Associação Médico-Veterinária Brasileira de Bem-Estar Animal (AMVBEA), “o acesso à graminha é uma forma natural de enriquecimento ambiental, que promove estímulos sensoriais importantes e previne o tédio e comportamentos destrutivos”.

Apesar de benéfico, o consumo da graminha não substitui a necessidade de cuidados veterinários regulares.

Caso o gato apresente sinais de vômitos frequentes, constipação ou apatia, os tutores devem buscar avaliação de um profissional.

A Comissão de Clínicos de Felinos da World Small Animal Veterinary Association (WSAVA) reforça que “sintomas persistentes podem indicar doenças subjacentes que requerem diagnóstico específico”.

Os tutores que optarem por cultivar a graminha em casa precisam se certificar de que ela é segura para o consumo dos gatos, e por isso deve-se evitar o uso de pesticidas, fertilizantes químicos e outros produtos tóxicos.

Especialistas recomendam ainda que a graminha seja cultivada em ambientes limpos e bem iluminados, para evitar contaminações por fungos ou bactérias.

O cultivo pode ser feito em pequenos vasos, com sementes específicas, facilmente encontradas em pet shops ou lojas de jardinagem.

A veterinária Yumi Hirai orienta: “ao oferecer graminha, observe sempre a higiene do local e retire folhas secas ou mofadas, que podem fazer mal ao animal”.

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Jessica de Almeida é repórter multimídia e colabora com reportagens para a Itatiaia. Tem experiência em reportagem, checagem de fatos, produção audiovisual e trabalhos publicados em veículos como o jornal O Globo e as rádios alemãs Deutschlandfunk Kultur e SWR. Foi bolsista do International Center for Journalists.