Seu cachorro parece estar engasgado, mas pode ser espirro reverso; entenda o fenômeno
O episódio costuma assustar os tutores porque o animal faz ruídos altos e parece ter dificuldade para respirar. Na maioria das vezes, porém, o espirro reverso é passageiro e está relacionado a uma irritação na região nasal e da garganta

Imagine a seguinte situação: seu cachorro para de repente, estica o pescoço, abre as narinas e começa a fazer uma sequência de ruídos fortes, como se estivesse tentando puxar o ar com dificuldade. A cena pode dar a impressão de que ele está engasgado, mas existe outra explicação possível: o espirro reverso.
Também conhecido como respiração paroxística, esse fenômeno acontece quando o cão realiza inspirações rápidas e repetidas pelo nariz. Diferentemente do espirro tradicional, em que o ar é expelido, no espirro reverso o animal puxa o ar para dentro.
De acordo com o Centro de Saúde Canina Riney, da Universidade Cornell, o reflexo costuma começar quando alguma coisa irrita a região da nasofaringe, localizada na parte posterior do nariz e acima do céu da boca.
Os episódios podem durar de alguns segundos a alguns minutos. Durante a crise, é comum que o cachorro permaneça em pé, com o pescoço esticado, a cabeça inclinada para trás e a boca fechada.
A explicação está disponível no artigo Reverse Sneezing, da Universidade Cornell.
O que pode provocar o espirro reverso?
Em muitos casos, o comportamento é uma tentativa do organismo de remover partículas irritantes das vias respiratórias superiores. Poeira, alérgenos e outras substâncias podem desencadear o reflexo.
A Universidade Cornell também relaciona o fenômeno a situações como:
- Excitação ou agitação
- Puxões na guia durante o passeio
- Comer ou beber muito rapidamente
- Presença de materiais estranhos nas vias respiratórias
- Infecções e problemas respiratórios
O espirro reverso pode acontecer em cães de diferentes idades e portes, mas é relatado com maior frequência em animais pequenos e em raças de focinho achatado.
O que fazer quando isso acontece?
A primeira recomendação é manter a calma. Na maioria dos episódios leves e ocasionais, o cachorro volta a respirar normalmente sem precisar de intervenção.
A organização britânica de proteção animal PDSA recomenda falar tranquilamente com o animal e evitar aumentar sua agitação. Algumas pessoas percebem melhora com uma massagem suave na região da garganta, mas isso não substitui a avaliação veterinária.
Se o episódio for novo, frequente ou muito intenso, vale procurar um profissional. Também é importante gravar um vídeo da ocorrência, pois isso pode ajudar o veterinário a identificar o tipo de movimento respiratório.
Quando o comportamento merece atenção?
Embora geralmente seja passageiro, nem todo ruído respiratório deve ser considerado espirro reverso. Tosse, engasgo, dificuldade persistente para respirar e alterações na coloração das gengivas podem indicar situações diferentes e exigir atendimento imediato.
A própria Universidade Cornell destaca que episódios frequentes ou mais graves podem justificar exames para investigar alergias, ácaros, corpos estranhos ou outras alterações.
Jornalista graduado com ênfase em multimídia pelo Centro Universitário Una. Com mais de 10 anos de experiência em jornalismo digital, é repórter do Tribunal de Justiça de Minas Gerais. Antes, foi responsável pelo site da Revista Encontro, e redator nas agências de comunicação Duo, FBK, Gira e Viver.






