A ciência explica por que os cachorros cheiram o traseiro de outros cães; veja o que significa
Embora possa parecer estranho para os humanos, cheirar a região traseira de outro cachorro é um comportamento natural e importante na comunicação entre cães. O hábito ajuda os animais a captar informações químicas e conhecer melhor quem está diante deles

Quando dois cachorros se encontram durante um passeio, é comum que cheirem o focinho um do outro e, em seguida, a região traseira. Para os tutores, a cena pode parecer curiosa ou até constrangedora, mas, para os cães, trata-se de uma maneira de investigar o outro animal.
O olfato canino é muito mais desenvolvido do que o humano. Por meio dos cheiros, os cães conseguem obter informações sobre o ambiente e sobre outros animais. A região ao redor do ânus contém glândulas que liberam secreções com compostos químicos capazes de fornecer pistas olfativas.
Segundo o American Kennel Club, cheirar o traseiro é uma forma de saudação e investigação social. O comportamento permite que um cão recolha informações que não conseguiria obter apenas pela visão.
O que um cachorro consegue descobrir pelo cheiro?
O cheiro pode fornecer pistas sobre a identidade de outro cão e características relacionadas ao seu estado biológico. Entretanto, é importante não exagerar o que a ciência permite concluir: não é possível afirmar que um cachorro descubra com precisão todas as informações sobre outro animal por meio de uma única cheirada.
Os cães também possuem o órgão vomeronasal, uma estrutura sensorial envolvida na detecção de determinados sinais químicos. O sistema olfativo, em conjunto com outros sentidos, contribui para que eles investiguem indivíduos e ambientes.
O Merck Veterinary Manual explica que os cães utilizam sinais olfativos, posturas corporais e vocalizações para interagir socialmente. Por isso, o encontro entre dois animais não depende apenas do cheiro: a maneira como se aproximam e reagem também é importante.
Devo interromper esse comportamento?
Em geral, não há necessidade de impedir uma saudação tranquila entre cães que parecem confortáveis. Cheirar faz parte do repertório natural da espécie.
Porém, os tutores devem observar a linguagem corporal dos animais. Se um deles tentar se afastar, ficar rígido, mostrar os dentes ou demonstrar desconforto, é melhor interromper a aproximação com calma.
Também não é recomendável forçar um cachorro a cumprimentar outro. Assim como acontece com as pessoas, alguns cães são mais sociáveis do que outros e precisam de espaço.
Se houver irritação, feridas ou secreção incomum na região anal, a questão deixa de ser apenas comportamental e merece avaliação veterinária.
Jornalista graduado com ênfase em multimídia pelo Centro Universitário Una. Com mais de 10 anos de experiência em jornalismo digital, é repórter do Tribunal de Justiça de Minas Gerais. Antes, foi responsável pelo site da Revista Encontro, e redator nas agências de comunicação Duo, FBK, Gira e Viver.



