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Por que alguns animais são vistos como pragas? Entenda o que influencia nossa percepção

Ciência revela que a forma como diferentes sociedades enxergam determinadas espécies depende mais de fatores culturais e do convívio humano do que das características dos próprios animais

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O javali é um dos animais que são considerados praga • Imagem ilustrativa

Ratos, pombos, morcegos, javalis e até gatos podem ser considerados pragas em diferentes partes do mundo. No entanto, essa classificação nem sempre depende dos danos que esses animais causam. Segundo pesquisadores, fatores culturais, sociais e até a conveniência para os seres humanos exercem um papel decisivo na maneira como uma espécie passa a ser vista pela população.

A conclusão faz parte de um estudo divulgado na revista científica People and Nature. Os pesquisadores analisaram como diferentes sociedades classificam os animais e descobriram que a percepção humana varia bastante conforme o contexto histórico, econômico e cultural.

De acordo com os cientistas, uma mesma espécie pode ser considerada benéfica em um local e tratada como uma praga em outro. Isso acontece porque a classificação está relacionada aos interesses humanos, às crenças e às experiências de cada comunidade.

Os autores destacam que muitos animais desempenham funções importantes nos ecossistemas, mesmo quando são vistos de forma negativa. Eles ajudam no equilíbrio ambiental, participam da cadeia alimentar e podem contribuir para processos como a dispersão de sementes, a polinização e o controle natural de outras espécies.

A pesquisa também chama atenção para o fato de que rotular um animal como praga pode influenciar diretamente as políticas de manejo e conservação. Segundo os pesquisadores, compreender como essas percepções são construídas pode ajudar na criação de estratégias mais equilibradas para lidar com conflitos entre seres humanos e animais.

Os especialistas defendem que as decisões sobre controle de espécies devem considerar não apenas os impactos causados por elas, mas também as evidências científicas e o papel ecológico que desempenham. Essa abordagem pode evitar ações baseadas apenas em preconceitos culturais ou em percepções históricas que nem sempre refletem a realidade.

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Jornalista graduado com ênfase em multimídia pelo Centro Universitário Una. Com mais de 10 anos de experiência em jornalismo digital, é repórter do Tribunal de Justiça de Minas Gerais. Antes, foi responsável pelo site da Revista Encontro, e redator nas agências de comunicação Duo, FBK, Gira e Viver.

 

 

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