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Planos para pets avançam no Brasil e entram na lista de gastos fixos das famílias

Mercado de pagamentos recorrentes cresce impulsionado por serviços ligados a saúde, bem-estar e rotina contínua dos animais de estimação

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Menino menor de 3 anos faz carinho em gato que está deitado.
O estudo mostra que os cuidados considerados essenciais tendem a ser preservados mesmo em períodos de maior pressão econômica, comportamento que ajuda a explicar o avanço das assinaturas ligadas ao universo pet • Freepik

Os gastos recorrentes com animais de estimação ganharam espaço definitivo no orçamento de muitas famílias brasileiras. Serviços como plano de saúde veterinário, assistência odontológica, creche, banho, assinatura de ração e programas de cuidados contínuos passaram a integrar a rotina financeira de parte dos tutores, acompanhando a expansão do mercado pet no país e a mudança na relação entre pessoas e animais domésticos.

Um levantamento da Vindi, realizado em parceria com a Opinion Box, aponta que o segmento pet já aparece entre as despesas recorrentes de 12% dos brasileiros. O estudo mostra que os cuidados considerados essenciais tendem a ser preservados mesmo em períodos de maior pressão econômica, comportamento que ajuda a explicar o avanço das assinaturas ligadas ao universo pet.

A pesquisa ouviu mais de 2 mil consumidores em todo o Brasil e identificou crescimento do modelo de pagamentos recorrentes em diferentes categorias, como streaming, academias, educação, saúde, aplicativos de comida e serviços voltados aos animais de estimação.

Mercado pet acompanha mudança de comportamento

O avanço das assinaturas reflete uma transformação mais ampla no comportamento dos consumidores. Nos últimos anos, cães e gatos passaram a ocupar espaço cada vez mais central dentro das famílias brasileiras, ampliando a demanda por serviços contínuos ligados à saúde, alimentação, bem-estar e lazer dos animais.

Além das tradicionais consultas veterinárias, o setor passou a incorporar modelos semelhantes aos utilizados em áreas como saúde suplementar e entretenimento, com mensalidades fixas para acesso a serviços variados.

Segundo Monisi Costa, diretora de Pagamentos da Vindi, a percepção de necessidade influencia diretamente a prioridade dada a esse tipo de despesa dentro do orçamento doméstico. “Quando o gasto é percebido como essencial, a tendência é priorização. Isso aumenta a exigência sobre a operação de pagamentos, já que falhas podem comprometer a continuidade do serviço”, afirma.

A consolidação dos pagamentos automáticos também acompanha mudanças tecnológicas no sistema financeiro brasileiro. Segundo o levantamento, 56% dos consumidores afirmam gastar entre R$ 51 e R$ 200 mensais com assinaturas, enquanto quase metade pretende ampliar esse tipo de consumo até 2030.

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Jessica de Almeida é repórter multimídia e colabora com reportagens para a Itatiaia. Tem experiência em reportagem, checagem de fatos, produção audiovisual e trabalhos publicados em veículos como o jornal O Globo e as rádios alemãs Deutschlandfunk Kultur e SWR. Foi bolsista do International Center for Journalists.