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Por que os cães raspam as patas traseiras após fazer xixi e cocô

Descubra o verdadeiro motivo biológico e comportamental por trás desse comportamento

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Quem costuma passear com cachorros já deve ter reparado que, assim que o pet termina de urinar ou defecar, ele começa a raspar vigorosamente o chão com as patas traseiras, arremessando terra, grama ou folhas para trás. O que para muitos tutores parece apenas um gesto curioso, uma tentativa desajeitada de cobrir a sujeira ou até um motivo de incômodo ao ver o gramado danificado, esconde na verdade um comportamento ancestral profundamente enraizado no reino animal.

Especialistas e adestradores explicam que essa atitude não acontece por acaso e traz uma função comunicativa essencial para a espécie.

Comunicação visual e olfativa

Ao contrário dos gatos, que usam a terra para esconder suas fezes e urina, os cães fazem exatamente o oposto: eles utilizam o ato de raspar para espalhar a sua presença no ambiente.

Segundo a adestradora profissional Kristina Lotz, em entrevista à revista Popular Science, este hábito é observado tanto nos cães domésticos quanto nos seus ancestrais selvagens. Ao raspar o solo logo após fazer suas necessidades, o animal consegue deixar marcas visuais e olfativas no território, enviando mensagens diretas para outros cães que passarem pelo mesmo local.

Esse comportamento não é aleatório, funcionando como uma forma refinada de linguagem corporal e marcação territorial herdada de seus antepassados.

'Assinatura' única

O grande segredo dessa comunicação está localizado nas próprias patas do animal. Entre as almofadinhas das patas dos cães, existem glândulas especiais que liberam feromônios, substâncias químicas que funcionam como uma espécie de "impressão digital" ou cartão de visitas do pet.

Ao esfregar com força as patas traseiras contra o solo, o cachorro realiza duas ações simultâneas:

  • Libera as feromônios das suas patas no chão, deixando um rastro químico que dura bastante tempo no ambiente.
  • Cria uma marcação física e visual no terreno, chamando a atenção de outros animais.

Herança natural e inofensiva

A especialista reforça que, embora essas atitudes possam parecer desnecessárias para quem vive no ambiente doméstico moderno, elas fazem parte do repertório natural e saudável da espécie.

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Jornalista graduado com ênfase em multimídia pelo Centro Universitário Una. Com mais de 10 anos de experiência em jornalismo digital, é repórter do Tribunal de Justiça de Minas Gerais. Antes, foi responsável pelo site da Revista Encontro, e redator nas agências de comunicação Duo, FBK, Gira e Viver.

 

 

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