Escorpiões aparecem mais no calor e podem invadir casas; veja como evitar
Com a elevação das temperaturas entre setembro e fevereiro, escorpiões passam a ser vistos com maior frequência em áreas urbanas e podem entrar nas residências em busca de alimento e abrigo. Medidas simples de limpeza, vedação de frestas e cuidados com roupas e calçados ajudam a reduzir o risco de acidentes

A chegada dos meses mais quentes do ano exige atenção redobrada com a presença de escorpiões. A aparição desses animais aumenta gradualmente entre setembro e fevereiro, período em que eles podem ser encontrados com mais frequência até mesmo dentro de casas.
O calor não é o único fator que explica a presença dos escorpiões nos centros urbanos. Os animais procuram locais que ofereçam abrigo e alimento. Baratas, grilos, aranhas e outros pequenos animais fazem parte da dieta desses aracnídeos, o que significa que ambientes com grande quantidade de insetos podem acabar atraindo os escorpiões.
No Brasil, algumas espécies são conhecidas por provocar acidentes, entre elas o escorpião-amarelo, o escorpião-marrom, o escorpião-amarelo-do-Nordeste e o escorpião-preto-da-Amazônia. O escorpião-amarelo é uma das espécies que mais causa acidentes no país. As informações são da revista Veja, com orientações do Instituto Butantan e da Secretaria de Saúde de São Paulo.
Onde os escorpiões costumam aparecer
Os animais podem ser encontrados em terrenos baldios com mato, entulho ou lixo, além de áreas com materiais de construção. Também costumam ocupar galerias de águas pluviais, esgotos, bocas de lobo, caixas de passagem e de gordura, pontos de energia e locais onde há acúmulo de lixo.
Dentro das residências, frestas, buracos e outros espaços pouco movimentados podem servir de esconderijo. Por terem hábitos noturnos, os escorpiões tendem a ficar mais ativos durante a noite.
Como evitar escorpiões dentro de casa
Uma das principais formas de prevenção é eliminar as condições que favorecem a presença dos animais. Para isso, é importante manter jardins, quintais e ambientes internos limpos e evitar o acúmulo de lixo, folhas secas, entulho e materiais de construção próximo às casas.
Também é recomendado evitar vegetação muito densa junto a paredes e muros. Terrenos baldios vizinhos devem ser mantidos limpos em uma faixa de aproximadamente 1 a 2 metros próxima às residências.
Outra medida importante é vedar soleiras de portas e janelas durante a noite, além de fechar frestas e buracos em paredes, pisos e espaços entre o forro e a parede. Ralos de chão, pias e tanques também devem ser vedados ou protegidos com telas.
Como os insetos servem de alimento para os escorpiões, combater a presença de baratas e outros animais também ajuda a diminuir as chances de aparecimento.
Cuidados simples podem evitar acidentes
Durante o período de maior aparecimento, roupas e calçados devem ser sacudidos antes de serem usados. A recomendação também é não colocar as mãos em buracos, pedras, troncos ou outros locais onde o animal possa estar escondido.
Camas e móveis devem ficar afastados das paredes. Roupas e mosquiteiros não devem encostar no chão, e também é indicado evitar pendurar roupas em paredes e portas.
Quem trabalha com jardinagem ou manipula materiais de construção deve utilizar calçados e luvas de raspa de couro para reduzir o risco de contato com o animal.
O que fazer em caso de picada
Em caso de picada de escorpião, o local deve ser lavado com água e sabão. Depois, a pessoa deve procurar o serviço de saúde mais próximo para avaliação.
Não é recomendado colocar gelo ou água fria sobre a região atingida, fazer torniquete, cortar ou furar o local da picada. Também não se deve tentar retirar o veneno por sucção nem aplicar medicamentos por conta própria.
A orientação também é não ingerir bebidas alcoólicas, álcool, gasolina, querosene ou fumo como tentativa de tratar o acidente. Em uma unidade de saúde, os profissionais podem avaliar a gravidade do caso e decidir se há necessidade de utilizar soro antiescorpiônico ou outro tratamento indicado.
Um animal capaz de se reproduzir sem macho
Os escorpiões pertencem ao grupo dos aracnídeos, assim como as aranhas. Algumas espécies encontradas no Brasil possuem uma característica que facilita sua reprodução.
No caso do escorpião-amarelo, as fêmeas conseguem se reproduzir sem a participação de um macho. Elas podem ter dois partos por ano, com cerca de 20 a 25 filhotes em cada ninhada.
Por isso, além dos cuidados individuais, manter os ambientes limpos, eliminar possíveis esconderijos e reduzir a presença de insetos são medidas importantes para dificultar a proliferação dos escorpiões próximos às residências.
Jornalista graduado com ênfase em multimídia pelo Centro Universitário Una. Com mais de 10 anos de experiência em jornalismo digital, é repórter do Tribunal de Justiça de Minas Gerais. Antes, foi responsável pelo site da Revista Encontro, e redator nas agências de comunicação Duo, FBK, Gira e Viver.



