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Doenças comuns em peixes ornamentais: como identificar e prevenir

Mudanças sutis de comportamento, como natação errática, isolamento ou perda de apetite, podem ser os primeiros sinais de que algo está errado

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Para iniciantes, um aquário de até 90 litros é recomendado, com peixes mais resistentes e de fácil manutenção

A criação de peixes ornamentais vai muito além de um hobby decorativo. Ela envolve um compromisso com a saúde e o bem-estar dos animais aquáticos. Os aquários exigem atenção constante dos tutores para garantir condições ideais de vida.

Problemas de saúde em peixes podem surgir de forma rápida e silenciosa, e, se não forem tratados adequadamente, podem levar à morte do animal.

Por isso, para identificar sintomas precoces, tutores devem compreender as principais doenças e investir em medidas preventivas para manter um ecossistema aquático equilibrado e funcional.

A rede Aquaritz listou as principais doenças em peixes ornamentais

  • Ictiofitíriase (doença dos pontos brancos): causada pelo protozoário Ichthyophthirius multifiliis, provoca pontos brancos no corpo, coceira e respiração acelerada. Tratamento usa aumento de temperatura e parasiticidas;
  • Hidropsia (barriga d'água): infecção bacteriana que causa inchaço abdominal e escamas eriçadas. Requer antibóticos e isolamento;
  • Doença do algodão (saprolegniose): manchas brancas de fungos, apatia e perda de apetite. Tratamento com antifúngicos e ajuste da temperatura;
  • Oodiniose (doença do veludo): filme dourado na pele e respiração ofegante, causada por protozoários. Uso de cobre e controle da água são indicados;
  • Verme âncora (lerneose): parasita visível que causa inflamação local. Necessária remoção manual e antissépticos;
  • Septicemia hemorrágica: hemorragias e letargia, infecção bacteriana grave. tratamento demanda antibóticos;
  • Doença da bexiga natatória: dificuldade de nado, associada a dieta ou infecções. Jejum e ajuste alimentar ajudam;
  • Costiose: esfregar-se em objetos e nadadeiras danificadas. Tratada com antiparasitários;
  • Pop-eye (exoftalmia): olhos inchados por infecções. Antibóticos e água limpa são recomendados;
  • Buraco na cabeça (hexamitíase): lesões e apatia causadas por protozoários. Requer uso de medicamentos e dieta adequada.

Prevenção e cuidados essenciais

A qualidade da água influencia diretamente a imunidade dos animais e pode ser a diferença entre um aquário saudável e um ambiente propício a doenças.

O ideal é realizar medições regulares dos parâmetros físicos e químicos da água, como pH, temperatura, dureza, amônia, nitrito e nitrato.

A filtração eficaz e a troca parcial frequente também são práticas saudáveis.

Outro ponto essencial é a quarentena de novos peixes antes de introduzi-los no aquário principal.

Muitos tutores, ansiosos para completar seu aquário, acabam ignorando esse procedimento e, com isso, colocam em risco todo o ecossistema já estabelecido.

Segundo o Conselho Federal de Medicina Veterinária (CFMV), o isolamento temporário permite a observação e tratamento de possíveis doenças antes que se tornem surtos coletivos.

Para garantir a saúde dos peixes ornamentais, recomenda-se ainda o acompanhamento veterinário especializado em animais aquáticos.

A Sociedade Brasileira de Medicina Veterinária (SBMV) orienta que o diagnóstico preciso e o tratamento adequado só podem ser feitos com base em exames laboratoriais e conhecimento técnico, sendo arriscado o uso indiscriminado de medicamentos sem prescrição.

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Jessica de Almeida é repórter multimídia e colabora com reportagens para a Itatiaia. Tem experiência em reportagem, checagem de fatos, produção audiovisual e trabalhos publicados em veículos como o jornal O Globo e as rádios alemãs Deutschlandfunk Kultur e SWR. Foi bolsista do International Center for Journalists.