8 plantas comuns que podem ser perigosas para cães e até colocar a vida deles em risco
Azaleias, hortênsias, narcisos, tulipas e outras espécies podem causar desde irritações e vômitos até problemas graves em cães; veja quais plantas exigem atenção

Um passeio pelo jardim ou até mesmo uma planta dentro de casa pode esconder um risco para os cães. É comum que os animais cheirem, mastiguem ou tentem ingerir folhas, flores e outras partes das plantas. O problema é que algumas espécies podem provocar intoxicações e, em situações mais graves, comprometer seriamente a saúde do animal.
De acordo com uma classificação de toxicidade elaborada pela Universidade da Califórnia, as plantas podem ser divididas em quatro categorias conforme os efeitos que provocam nos animais. A classificação vai desde espécies capazes de causar doenças graves ou morte até aquelas associadas principalmente a irritações na pele ou na boca.
Uma mesma planta também pode aparecer em mais de uma categoria, já que diferentes partes ou formas de contato podem provocar reações distintas.
1) Azaleia
O rhododendron, conhecido popularmente como azaleia, está entre as plantas de maior risco para os cães. A espécie pertence à classe 1 da classificação e até mesmo uma pequena quantidade ingerida pode exigir atendimento veterinário de emergência.
O perigo pode ser ainda maior para animais de pequeno porte.
2) Teixo
Outra espécie considerada potencialmente mortal é o Teixo. As partes apontadas como especialmente perigosas são as agulhas e as sementes presentes nos frutos vermelhos.
Segundo as informações citadas pelo Infobae, a ingestão de uma pequena quantidade de agulhas pode ser fatal para um cão.
3) Hortênsia
Muito comum em jardins e conhecida pelas flores coloridas, a hortênsia também merece atenção de quem tem cães.
A ingestão de partes da planta pode provocar vômitos, diarreia, letargia, fraqueza, dor abdominal e salivação excessiva. Em grandes quantidades, o consumo pode levar a quadros mais graves.
A hortênsia aparece nas categorias 1 e 4 da classificação utilizada pela Universidade da Califórnia.
4) Narciso
O narciso está incluído nas categorias 2 e 4. A ingestão de partes da planta ou até mesmo da água em que ela ficou pode causar mal-estar ou irritação.
Como é uma espécie utilizada com frequência como planta ornamental, o cuidado deve ser redobrado em ambientes onde os cães tenham acesso.
5) Tulipa
As tulipas também fazem parte das categorias 2 e 4. Embora sejam consideradas de menor toxicidade dentro da classificação, os bulbos concentram os compostos potencialmente tóxicos.
Se ingeridos, podem provocar problemas gastrointestinais e irritação. Dependendo da situação, pode ser necessário procurar orientação veterinária.
6) Ruibarbo
O ruibarbo está na categoria 3, relacionada à presença de cristais de oxalato.
Quando ingeridos, esses cristais podem irritar a boca, a língua e a garganta. Também podem provocar uma redução significativa dos níveis de cálcio no sangue.
As folhas concentram a maior quantidade das toxinas e, nos casos mais graves, a intoxicação pode causar danos aos rins.
7) Hiedra ou hera
A hera aparece nas categorias 2 e 4 e pode provocar problemas tanto pela ingestão quanto pelo contato com a pele.
A exposição pode causar irritação ou dermatite. Caso a planta entre em contato com a pele do animal, a orientação apresentada na publicação é lavar a região com água e sabão suave para remover os óleos irritantes.
8) Plantas de cebola e alho
Plantas de cebola e alho também estão entre as espécies que podem causar intoxicação em cães.
Apesar de serem comuns na alimentação humana e estarem presentes em muitos ambientes domésticos, a ingestão em determinadas quantidades pode ser prejudicial aos animais. Elas são classificadas na categoria 2.
Jornalista graduado com ênfase em multimídia pelo Centro Universitário Una. Com mais de 10 anos de experiência em jornalismo digital, é repórter do Tribunal de Justiça de Minas Gerais. Antes, foi responsável pelo site da Revista Encontro, e redator nas agências de comunicação Duo, FBK, Gira e Viver.



